Leonardo, interpretado por Guilherme Magon, tem ganhado destaque em “Vale Tudo”, mesmo sem falas. O filho de Odete Roitman (Debora Bloch) foi descoberto por Maria de Fátima (Bella Campos) e, surpreendentemente, pedido em casamento por Ana Clara (Samantha Jones), em um plano audacioso para acessar a fortuna Roitman.
No entanto, um grande obstáculo se apresenta: Leonardo é dado como morto, inclusive pela Justiça. Ana Clara, ciente da fragilidade do rapaz devido às sequelas de um acidente, orquestra um casamento com uma juíza de paz, buscando oficializar a união e, assim, ter acesso ao patrimônio do herdeiro.
A cena em que Ana Clara revela seus planos a Odete é marcante: “Acontece que a sua família agora é a minha família também. Eu me casei com o Leonardo, sogrinha”, declara. A vilã, astuta, questiona a validade legal do matrimônio, já que Leonardo usa uma identidade falsa.
Mas, e na vida real, essa união teria validade? A advogada Suéllen Paulino, especialista em Direito da Família, esclarece que diversos fatores são cruciais para a oficialização de um casamento. O Código Civil estabelece critérios para determinar a nulidade ou a possibilidade de anulação de um matrimônio.
No caso de Leonardo e Ana Clara, a união se enquadraria na categoria de casamentos anuláveis, segundo a especialista. Fatores como a ausência de testemunhas, imprescindíveis para a legalidade do ato, e o estado de saúde de Leonardo, que sugere incapacidade neurológica, seriam determinantes para a anulação.
Além disso, a lei considera Leonardo como falecido, em decorrência do plano de Odete Roitman após o acidente. “Não há como casar morto ou com alguém morto”, ressalta a advogada. Portanto, caso a situação fosse levada à Justiça, o casamento seria inevitavelmente cancelado.
Fonte: http://portalleodias.com