Um navio da flotilha que busca levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza foi alvo de um ataque nesta segunda-feira (9/9), elevando a tensão em torno da missão. A embarcação, identificada como “Family”, fazia parte da Globa Sumud Flotilla (GSF), coalizão responsável por organizar a iniciativa. O incidente ocorreu em águas próximas à Tunísia.
De acordo com um comunicado divulgado pela GSF, o ataque foi realizado por um drone e atingiu o “Family”, que navegava sob a bandeira de Portugal. Apesar do susto, a coalizão confirmou que todos os tripulantes estão seguros e passam bem. A autoria do ataque ainda é desconhecida, e as investigações estão em andamento para identificar os responsáveis.
Imagens do ataque, capturadas pelo brasileiro Mansur Peixoto, integrante da flotilha, mostram o “Family” em chamas após ser atingido. O vídeo, que rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerou indignação e pedidos por uma investigação rigorosa do incidente. A Globa Sumud Flotilla ainda não informou se a embarcação poderá continuar na missão ou precisará retornar para reparos.
A flotilha partiu de Barcelona, Espanha, em 31 de agosto, com cerca de 80 embarcações de 44 países, numa nova tentativa de romper o bloqueio e fornecer ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza. “Nosso objetivo é levar esperança e solidariedade ao povo palestino, que enfrenta condições extremamente difíceis”, declarou um dos organizadores da missão, antes da partida.
Essa não é a primeira vez que missões navais com o objetivo de levar ajuda a Gaza enfrentam obstáculos. Em junho de 2025, uma flotilha com o ativista brasileiro Thiago Ávila e a sueca Greta Thunberg foi interceptada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) em águas internacionais. Na ocasião, as FDI justificaram a ação alegando que a missão era uma “ação de relações públicas”.
Fonte: http://www.metropoles.com