Em uma medida surpreendente, o governo de Donald Trump retirou a certificação da Colômbia como parceiro na luta contra o narcotráfico. O anúncio, feito na segunda-feira (15/9), marca a primeira vez em 28 anos que os Estados Unidos tomam tal atitude em relação ao país sul-americano. A decisão de Trump responsabiliza diretamente o presidente colombiano, Gustavo Petro, alegando descumprimento de compromissos firmados no combate às drogas.
Embora a certificação tenha sido revogada, o jornal El Tiempo reporta que as operações militares e outras iniciativas de interesse para os Estados Unidos na Colômbia serão mantidas. A embaixada americana em Bogotá justificou a decisão afirmando que “o cultivo de coca e a produção de cocaína na Colômbia atingiram níveis históricos”. Contudo, a representação diplomática expressou gratidão às forças policiais e de segurança colombianas que combatem o narcoterrorismo.
Em resposta às acusações, o presidente Gustavo Petro utilizou o X (antigo Twitter) para defender sua gestão e contra-atacar as alegações americanas. Petro afirmou que “O cultivo de coca cresceu durante o governo Iván Duque (2018-2022). Foi a política dos EUA que fracassou”. Ele ainda argumentou que a solução para o problema não reside na erradicação forçada com herbicidas, mas sim na redução da demanda por cocaína nos Estados Unidos e na Europa.
Petro defende uma abordagem diferente para combater o narcotráfico, focando na diminuição do consumo ao invés da repressão à produção. A divergência de visões entre os governos colombiano e americano abre um novo capítulo na complexa relação bilateral, especialmente no que tange à estratégia de combate às drogas.
Fonte: http://www.metropoles.com