Maduro ironiza recompensa dos EUA e se compara a Bin Laden, Messi e jogador uruguaio

Maduro ironiza recompensa dos EUA e se compara a Bin Laden, Messi e jogador uruguaio

Maduro ironiza recompensa dos EUA e se compara a Bin Laden, Messi e jogador uruguaio 1024 683 Carlos Fenille

Em uma demonstração de desafio e ironia, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, minimizou a recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelos Estados Unidos por informações que levem à sua captura. O líder venezuelano questionou o valor da recompensa, comparando-se a figuras tão diversas quanto o terrorista Osama Bin Laden, o craque argentino Lionel Messi e o atacante uruguaio Darwin Núñez.

“Que eu valha mais que o [Osama] Bin Laden? Que eu valha mais que o Darwin Núñez, o grande jogador de futebol do Uruguai? Em qualquer momento colocam que eu valho mais que o [Lionel] Messi, e seria uma injustiça”, declarou Maduro, em tom jocoso, durante pronunciamento nesta semana.

A recompensa por informações sobre Maduro foi dobrada pelo governo dos EUA no início de agosto, saltando de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões. O governo americano acusa Maduro de liderar o Cartel de los Soles, organização de tráfico de drogas, o que é negado pelo governo venezuelano. Maduro classificou a ação americana como um “ataque imoral e extravagante”, alegando que o objetivo é promover uma mudança de regime para explorar os recursos naturais do país.

As tensões entre os dois países têm escalado nas últimas semanas. Maduro convocou a população para se preparar para uma possível “luta armada em defesa da soberania e da paz”. A resposta veio do presidente norte-americano, Donald Trump, que não descartou a possibilidade de ataques contra a Venezuela, adicionando mais lenha à fogueira diplomática.

O cerco dos EUA à Venezuela se intensificou com o envio de navios de guerra e um submarino nuclear ao sul do Caribe, além de caças F-35 a Porto Rico. Washington alega ter atacado barcos de traficantes venezuelanos, intensificando a pressão sobre o governo Maduro, que enfrenta acusações de envolvimento com o narcotráfico e uma crescente crise política e econômica.

Fonte: http://www.metropoles.com

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