Sindicatos Franceses Dão Ultimato a Macron por Mudanças Econômicas

Sindicatos Franceses Dão Ultimato a Macron por Mudanças Econômicas

Sindicatos Franceses Dão Ultimato a Macron por Mudanças Econômicas 1024 683 Carlos Fenille

Os principais sindicatos da França intensificaram a pressão sobre o governo de Emmanuel Macron, estabelecendo um prazo final para que o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, responda às suas demandas. O ultimato, que expira na próxima quarta-feira (24), ameaça desencadear uma nova onda de protestos em todo o país, caso as medidas de contenção de gastos propostas não sejam revistas.

Após uma mobilização massiva na quinta-feira, que reuniu centenas de milhares de pessoas, as oito centrais sindicais se reuniram para coordenar sua estratégia. A insatisfação popular, segundo os sindicatos, reflete “a raiva e a determinação” de diversas categorias da população diante das políticas econômicas em curso. Embora o governo tenha recuado em relação ao fim de dois feriados, as centrais sindicais insistem que as medidas ainda são insuficientes.

O foco da discordância reside no pacote de medidas apresentado pelo ex-premiê François Bayrou, que inclui cortes de cargos públicos, reforma do seguro-desemprego e alterações no sistema de reembolso de gastos médicos. Em um comunicado conjunto, os sindicatos exigem “o abandono de todo o projeto”, reafirmando sua oposição ao aumento da idade mínima para aposentadoria para 64 anos.

Marylise Léon, líder do CFDT, o maior sindicato do país, enfatizou a necessidade de negociações salariais em todos os setores e empresas. “A bola está no campo do primeiro-ministro, que nos disse que buscava um compromisso e estava disposto a ceder. Agora queremos provas”, declarou em entrevista à rádio RTL.

Em resposta às manifestações, o primeiro-ministro Lecornu sinalizou que receberá os representantes sindicais para novas negociações. O ex-presidente François Hollande alertou que, caso não haja avanços, “um movimento social se instalará, complicando o debate orçamentário”. A pressão, portanto, aumenta sobre o governo para encontrar um ponto de equilíbrio e evitar uma escalada da crise social.

Fonte: http://www.metropoles.com

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