Portugal Reconhece oficialmente o Estado da Palestina em Busca da Paz no Oriente Médio

Portugal Reconhece oficialmente o Estado da Palestina em Busca da Paz no Oriente Médio

Portugal Reconhece oficialmente o Estado da Palestina em Busca da Paz no Oriente Médio 1024 683 Carlos Fenille

Portugal juntou-se a um crescente número de nações ao reconhecer formalmente o Estado da Palestina. O anúncio foi feito neste domingo pelo ministro das Relações Exteriores português, Paulo Rangel, marcando um passo significativo na política externa do país. A decisão ocorre em um momento crucial, às vésperas da 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Rangel enfatizou que o reconhecimento está alinhado com uma política “fundamental, coerente e amplamente consensual” de Portugal. O ministro reiterou o compromisso português com a solução de dois Estados, vista como o único caminho viável para uma paz duradoura entre Israel e Palestina. Portugal se junta a países como Reino Unido, Canadá e Austrália, que já haviam dado o mesmo passo.

A decisão de Portugal surge em meio a um aumento das críticas internacionais à política do governo de Benjamin Netanyahu, especialmente em relação à situação humanitária em Gaza. A medida ecoa o anúncio recente do presidente francês Emmanuel Macron, indicando que a França também reconhecerá a Palestina em breve. Atualmente, 147 dos 193 países membros da ONU já reconhecem o Estado Palestino.

A Assembleia Geral da ONU, que se inicia nesta segunda-feira, deverá testemunhar a formalização do reconhecimento da Palestina por cerca de dez países. Este ano, a sessão conta com a participação de delegações de todos os Estados-Membros, refletindo o princípio de “um Estado, um voto”. O debate de alto nível, com discursos de chefes de governo, terá início em 23 de setembro, com a tradicional abertura a cargo do Brasil, representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa da solução de dois Estados tem ganhado força, com líderes como o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Stamer, manifestando apoio à ideia. A expectativa é que o reconhecimento por Portugal e outros países contribua para impulsionar as negociações e a busca por uma resolução pacífica para o conflito israelo-palestino, um dos mais duradouros do mundo.

Fonte: http://www.metropoles.com

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