Em um discurso contundente na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou a contínua recusa da Rússia em aderir a um cessar-fogo. Ele ressaltou a urgência de intensificar a pressão internacional sobre Moscou para que a guerra chegue ao fim. Zelensky enfatizou o desejo de paz do povo ucraniano e sua aspiração de viver em liberdade.
Ainda em seu discurso, Zelensky acusou a Rússia de sequestrar milhares de crianças ucranianas, afirmando que seu governo está trabalhando para resgatá-las. “Pessoas ainda estão morrendo toda semana. No entanto, não há cessar-fogo porque a Rússia se recusa. A Rússia sequestrou milhares de crianças ucranianas, e nós as resgatamos”, pontuou o presidente ucraniano, evidenciando a gravidade da situação. Ele questionou por quanto tempo a Ucrânia terá que continuar resgatando seus cidadãos.
Zelensky expressou ceticismo em relação à capacidade das instituições internacionais de prevenir conflitos e garantir a segurança. “Não há garantias de segurança. Nenhuma instituição internacional é capaz de impedir o derramamento de sangue. O que os países que sofrem com a guerra podem esperar da ONU? Apenas uma declaração”, questionou o presidente, demonstrando sua frustração. Ele apelou para que todos os recursos disponíveis sejam usados em conjunto para forçar o agressor a parar.
Em um tom desafiador, Zelensky destacou que a Ucrânia, embora não possua mísseis de longo alcance, dispõe de drones com capacidade de atingir alvos a até 3 mil quilômetros. O presidente também mencionou sua recente reunião com Donald Trump, à margem da Assembleia Geral, onde discutiram os avanços militares ucranianos. Segundo Zelensky, suas tropas avançaram 360 quilômetros e cercaram cerca de mil soldados russos.
Além disso, Zelensky defendeu a implementação de medidas para impedir que países europeus continuem comprando petróleo e gás russos, reconhecendo a resistência potencial de nações como a Hungria a essa mudança. A Assembleia Geral da ONU, que reúne representantes de todos os 193 Estados-membros, ocorre em um momento de grande tensão na diplomacia global.
Fonte: http://www.metropoles.com