Após uma breve e controversa suspensão, Jimmy Kimmel retornou ao seu programa na ABC na última terça-feira (23/04) com um monólogo carregado de emoção e opiniões fortes. O apresentador havia sido afastado temporariamente após comentários sobre a morte de Charlie Kirk, que geraram debates acalorados e a decisão da Walt Disney Company de suspender o programa.
O retorno de Kimmel começou com um tom leve, em que ele e seu colega Guillermo Rodriguez brincaram sobre o período de ausência. No entanto, a atmosfera logo se tornou mais séria, com o apresentador agradecendo o apoio de colegas como Stephen Colbert, Jon Stewart e Jimmy Fallon, recebendo uma calorosa ovação da plateia.
Surpreendentemente, Kimmel também expressou gratidão a figuras do espectro político oposto, como Ben Shapiro e Ted Cruz, que defenderam seu direito à liberdade de expressão. Em um momento particularmente emotivo, ele abordou a polêmica diretamente, esclarecendo que nunca teve a intenção de desrespeitar a morte de Charlie Kirk ou culpar qualquer grupo específico.
“Nunca foi minha intenção menosprezar o assassinato de um jovem”, afirmou Kimmel, visivelmente emocionado. Ele reconheceu que suas palavras poderiam ter sido mal interpretadas e demonstrou compreender a reação daqueles que se sentiram ofendidos. Além disso, o apresentador aproveitou o momento para criticar a Comissão Federal de Comunicações (FCC) e o ex-presidente Donald Trump, exibindo um clipe em que Trump comemorava a suspensão de seu programa.
Kimmel também levantou a questão da liberdade de imprensa, criticando a proposta do Pentágono de exigir que jornalistas assinassem um acordo para não divulgar informações não autorizadas. “É uma loucura que não estejamos prestando mais atenção a isso”, declarou. O apresentador encerrou seu monólogo com uma forte declaração: “Uma ameaça do governo de silenciar um comediante de quem o presidente não gosta é antiamericana.”
Fonte: http://portalleodias.com