O cenário da guerra na Ucrânia pode estar prestes a mudar drasticamente. Keith Kellog, enviado especial dos EUA para a Ucrânia, indicou que o ex-presidente Donald Trump teria autorizado ataques de longo alcance contra alvos dentro do território russo. A declaração, feita em entrevista à Fox News, reacende o debate sobre o envolvimento americano no conflito e suas possíveis consequências.
Kellog mencionou a possibilidade de fornecer mísseis Tomahawk à Ucrânia, armamento de longo alcance com capacidade de atingir alvos estratégicos na Rússia. “Aproveite a oportunidade para atacar profundamente. Não há refúgios seguros”, afirmou o general, ecoando um suposto pedido do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Trump durante encontro recente à margem da ONU.
O encontro entre Zelensky e Trump ocorreu em meio a impasses nas negociações por um cessar-fogo. Zelensky tem adotado uma postura mais assertiva, alertando que as autoridades russas “precisariam buscar um abrigo antiaéreo” caso persistam com as ofensivas. A intensificação da cooperação com a Europa também foi destacada pelo líder ucraniano em seu discurso na ONU.
Embora o vice-presidente dos EUA, JD Vance, tenha confirmado discussões sobre a possível transferência de mísseis Tomahawk, a decisão final caberia a Trump, segundo Kellog. Paralelamente, o governo Trump tem intensificado a pressão sobre a Rússia por meio de sanções econômicas.
O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Lavrov, e o Senador Rubio, dos EUA, trocaram impressões sobre a guerra na ONU, reafirmando o interesse em buscar uma solução pacífica com base nos entendimentos da cúpula bilateral de Anchorage, no Alasca. O diálogo, divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia, demonstra a complexidade e a busca por alternativas diplomáticas em meio ao conflito.
Fonte: http://www.metropoles.com