República Dominicana Exclui Cuba, Nicarágua e Venezuela da Cúpula das Américas em Meio a Controvérsia

República Dominicana Exclui Cuba, Nicarágua e Venezuela da Cúpula das Américas em Meio a Controvérsia

República Dominicana Exclui Cuba, Nicarágua e Venezuela da Cúpula das Américas em Meio a Controvérsia 1024 683 Carlos Fenille

A República Dominicana reacendeu o debate sobre a representatividade na Cúpula das Américas ao anunciar que Cuba, Nicarágua e Venezuela não serão convidadas para a 10ª edição do evento, agendada para dezembro em Punta Cana. A decisão, divulgada na terça-feira, busca, segundo o governo dominicano, “assegurar a maior participação possível” de países no encontro, conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores. Essa exclusão ecoa a edição anterior, realizada em Los Angeles, e já provoca reações na região.

A justificativa oficial aponta para o não envolvimento prévio dos três países com a Organização dos Estados Americanos (OEA) e sua ausência na última cúpula. A chancelaria argumenta que a não convocação “favorece, dadas as circunstâncias hemisféricas, a maior participação e assegura o desenvolvimento do fórum”. Contudo, críticos veem a medida como alinhada a Washington e potencialmente divisiva.

A exclusão dos três países na edição de 2022 gerou protestos e boicotes de líderes como Andrés Manuel López Obrador, do México, Luis Arce, da Bolívia, e Xiomara Castro, de Honduras. A Cúpula das Américas, lançada em 1994 pelos Estados Unidos, visa promover a integração política e econômica no continente, tendo como marco inicial a proposta da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

O governo dominicano, anfitrião da cúpula, defende que a prioridade é o sucesso da reunião em um contexto de “polarização política”. Em comunicado, o governo afirmou ter decidido “priorizar o sucesso da reunião, estendendo o convite ao maior número possível de países”. A coordenação da Cúpula das Américas pela OEA impõe restrições específicas à participação, conforme Santo Domingo.

Apesar da decisão, o governo do presidente Luis Abinader buscou atenuar as possíveis tensões, destacando a manutenção de relações distintas com os três países. Com Cuba, os laços são descritos como “sólidos e excelentes”, com a Nicarágua como “cordial” e de comércio equilibrado. No caso da Venezuela, o governo ressaltou laços históricos, mas lembrou que não reconhece a legitimidade das últimas eleições presidenciais, o que levou Caracas a suspender as relações diplomáticas.

Fonte: http://www.metropoles.com

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