A Casa Branca declarou oficialmente que os Estados Unidos devem enfrentar uma paralisação do governo, após o Senado não conseguir aprovar um projeto de lei para estender o financiamento federal. A votação desta terça-feira (30/09) resultou em 55 votos favoráveis, insuficientes para os 60 necessários para a aprovação.
O impasse ocorre na véspera do início do novo ano fiscal, 1º de outubro, data em que o “shutdown” se inicia. Os democratas do Senado bloquearam a proposta provisória aprovada pelos republicanos na Câmara, que visava estender o financiamento atual por sete semanas, mas sem a inclusão de subsídios do Obamacare.
A votação democrata que propunha financiar o governo e estender os subsídios de saúde, que expiram no final do ano, também não obteve apoio suficiente. O Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca já enviou um memorando aos chefes de departamentos e agências executivas, alertando sobre a iminente paralisação.
No memorando, a Casa Branca afirma que o presidente Donald Trump apoia a extensão do orçamento, acusando os democratas de obstrução. “Não está claro por quanto tempo os democratas manterão sua postura insustentável, tornando a duração do fechamento difícil de prever”, diz o texto. O comunicado instrui os funcionários a comparecerem ao trabalho para realizar atividades de encerramento ordenado.
Para tentar contornar a situação, os republicanos propuseram estender o financiamento até 21 de novembro, enquanto os democratas defendiam uma prorrogação até outubro, condicionada à inclusão de exigências adicionais na área da saúde. Essas condições envolvem a prorrogação de créditos tributários do Obamacare, com vencimento no fim de 2025, e restrições à capacidade de Trump de reter verbas.
Através do X, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, responsabilizou os republicanos pelo “shutdown”. “Os republicanos acabaram de rejeitar nosso projeto de lei para evitar uma paralisação do governo à meia-noite e atender às necessidades de saúde do povo americano”, afirmou.
A paralisação ocorre devido à falta de aprovação dos doze projetos de lei que financiam as agências federais para o novo ano fiscal. Sem uma extensão temporária, a Lei Antideficiência força a interrupção de operações não essenciais. Serviços essenciais como militares, policiais federais, controladores de tráfego aéreo e agentes da TSA continuarão trabalhando, porém sem pagamento imediato. Já os servidores de áreas não essenciais correm o risco de demissão permanente.
Programas como Previdência Social, Medicare e Medicaid permanecerão ativos, embora possam ocorrer atrasos administrativos. Parques nacionais poderão ter aberturas parciais com serviços limitados, como observado em paralisações anteriores. O impasse político lança incertezas sobre o funcionamento da máquina pública americana e seus serviços.
Fonte: http://www.metropoles.com