Fraude em licenciamento ambiental é desmantelada em Campo Largo

Fraude em licenciamento ambiental é desmantelada em Campo Largo

Fraude em licenciamento ambiental é desmantelada em Campo Largo 1000 667

Engenheira ambiental é presa por comandar esquema de fraudes em licenciamento de obras em áreas de proteção.

Fraude em licenciamento ambiental é desmantelada em Campo Largo
Foto: Polícia Civil do Paraná

Uma engenheira ambiental foi presa em Campo Largo, suspeita de fraudar licenças para construção de condomínios em áreas de proteção.

Na quarta-feira (1º), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, uma engenheira ambiental de 40 anos foi presa preventivamente, suspeita de comandar um esquema de fraudes em licenciamentos ambientais. O caso foi descoberto em uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e da Polícia Científica, que cumpriu sete mandados de busca e apreensão.

O esquema de fraudes

Segundo as investigações, a engenheira utilizava documentos falsos e registros de pessoas já falecidas para liberar obras sem a devida fiscalização. Ela inseria dados falsos no sistema do Instituto Água e Terra (IAT), burlando etapas de análise técnica para obter dispensas de licenciamento. Muitos pedidos eram registrados como simples “paisagismo”, mas visavam abrir espaço para grandes empreendimentos.

Impactos ambientais

A diretora de Licenciamento do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves, informou que a fraude foi descoberta após auditorias internas e denúncias. As investigações revelaram mais de 230 licenciamentos irregulares nos últimos cinco anos, resultando em desmatamento de mais de 300 mil metros quadrados de Mata Atlântica e riscos à qualidade da água em nascentes próximas a Curitiba.

Consequências e responsabilidades

O delegado Guilherme Dias destacou que o esquema também envolveu o transporte e descarte ilegal de resíduos. A engenheira, que atuava em escritório privado, teria lucrado cerca de R$ 2 milhões com as fraudes e responderá pelos crimes de falsificação de documentos, fraude em licenciamento, desmatamento ilegal e inserção de dados falsos em sistema público. O IAT informou que os proprietários beneficiados pelas fraudes também serão responsabilizados, devendo reparar os danos ambientais provocados.

Erro: Formulário de contato não encontrado.