Em um movimento inesperado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou publicamente que Israel cesse imediatamente os bombardeios na Faixa de Gaza. O pedido surge após o Hamas anunciar sua concordância em libertar os reféns israelenses, um desenvolvimento que Trump descreveu como um passo em direção a uma “PAZ duradoura”.
Através de suas redes sociais, Trump expressou sua crença na seriedade das intenções do Hamas. “Com base na Declaração recém-emitida pelo Hamas, acredito que eles estão prontos para uma PAZ duradoura. Israel deve interromper imediatamente o bombardeio de Gaza, para que possamos resgatar os reféns com segurança e rapidez!”, escreveu o ex-presidente, indicando estar ativamente envolvido nas negociações.
A decisão do Hamas de libertar os reféns foi comunicada através de uma declaração oficial, na qual o grupo palestino confirma sua aceitação do plano de paz proposto por Trump. O Hamas se comprometeu a libertar todos os prisioneiros israelenses, tanto vivos quanto mortos, e a permitir a transferência da administração da Faixa de Gaza para um comitê palestino independente, conforme sugerido no plano.
“Para alcançar o fim da guerra e a retirada completa das forças de Israel da Faixa de Gaza, o movimento anuncia sua concordância em libertar todos os prisioneiros da ocupação…”, diz o comunicado do Hamas. A organização também se mostrou disposta a iniciar negociações imediatas, mediadas por terceiros, para discutir os detalhes da implementação do acordo.
Entretanto, o Hamas ainda não se manifestou sobre os 18 pontos restantes da proposta de paz, que incluem questões delicadas como o desarmamento e a reconstrução de Gaza. O grupo palestino indicou que pretende discutir o futuro de Gaza e os direitos do povo palestino em um fórum mais amplo, envolvendo diferentes forças políticas. A resposta do Hamas veio após um “ultimato” de Trump, que havia dado ao grupo até domingo para se pronunciar sobre o plano. Israel já havia aceitado a proposta, embora tenha ressalvas quanto à retirada total de suas tropas da região.
Fonte: http://www.metropoles.com