Enviado de Trump e Jared Kushner viajam ao Egito para crucial negociação de paz e libertação de reféns em Gaza

Enviado de Trump e Jared Kushner viajam ao Egito para crucial negociação de paz e libertação de reféns em Gaza

Enviado de Trump e Jared Kushner viajam ao Egito para crucial negociação de paz e libertação de reféns em Gaza 1024 683 Carlos Fenille

Em um esforço para destravar um acordo de paz, o enviado especial do ex-presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, embarcaram para o Egito neste fim de semana. A missão é delicada: negociar a libertação de reféns detidos em Gaza e avançar com o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para a região, conforme confirmado por fontes oficiais americanas à CNN Internacional.

A viagem ocorre em um momento crítico, após o Hamas declarar sua concordância em libertar os reféns. No entanto, o grupo palestino ainda não aderiu integralmente aos demais pontos do plano de paz americano, composto por 20 cláusulas, o que torna a presença dos enviados de Trump fundamental para destravar o processo.

As negociações, que anteriormente se concentravam no Catar, agora serão realizadas no Egito. Essa mudança de local reflete as crescentes tensões entre Israel e o Catar, especialmente após relatos de um ataque israelense a líderes do Hamas na capital catariana no mês passado. A delegação do Hamas deve chegar ao Cairo ainda hoje para participar das conversas.

A expectativa é que o encontro no Cairo detalhe a primeira fase do plano de Trump, que inclui a libertação de reféns e um recuo parcial das tropas israelenses de Gaza. Israel deve apresentar mapas detalhando as áreas de retirada inicial, enquanto os Estados Unidos buscam mediar os ajustes finais entre as partes envolvidas.

Além de Witkoff e Kushner, a reunião contará com a presença do ministro israelense de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, e do chefe do serviço de inteligência interna de Israel (Shin Bet). A composição da equipe ressalta a seriedade e a complexidade das negociações, que buscam um caminho para a paz em meio a um cenário de conflito persistente.

Um dos principais pontos de discórdia reside na lista de prisioneiros palestinos a serem libertados em troca dos reféns israelenses. Embora o plano defina um número de beneficiados, Israel busca preencher a lacuna dos nomes antes do encontro. Outro impasse significativo envolve a desmilitarização da Faixa de Gaza, com o Hamas insistindo em manter armas leves sob seu controle, uma condição que Israel ainda avalia.

“Entraremos em negociações sobre todos os aspectos relacionados ao programa”, afirmou neste sábado Musa Abu Marzouk, alto funcionário do Hamas, à emissora Al-Jazeera. Ele ainda adicionou que o grupo estaria disposto a entregar suas armas apenas “no dia em que um Estado palestino soberano for criado”. A declaração evidencia as complexas demandas e desafios que permeiam as negociações.

Enquanto as negociações de paz se desenrolam, a ofensiva israelense em Gaza continua, mesmo após apelos de Trump para que os ataques cessem. Relatos indicam que ao menos 20 palestinos foram mortos durante os novos ataques. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), coronel Avichay Adraee, reforçou que as tropas seguem operando na área e alertou a população sobre o perigo de retornar à cidade.

Fonte: http://www.metropoles.com

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