A descoberta revela a importância da preservação da biodiversidade

Após 62 anos, sapo coletado em Curitiba é reclassificado como Dryadobates erythropus, revelando a importância da biodiversidade.
Em 9 de janeiro de 1963, cientistas do Smithsonian National Museum of Natural History capturaram um sapo em Tarumã, Curitiba, Paraná; a espécie foi reclassificada como Dryadobates erythropus. A descoberta ressalta a importância da preservação da biodiversidade na Mata Atlântica.
Descoberta histórica
Duas cientistas, Doris Cochran e Doris Blake, registraram a captura de dois sapos em um ambiente que, na época, era rural. Com a urbanização da área, a presença do sapo se tornou impossível. O material coletado, catalogado como USNM 148487, permaneceu guardado por décadas até que o batracologista Taran Grant confirmou sua classificação como nova espécie.
Características do sapo
O sapo macho mediu apenas 13,5 mm e estava ressecado, indicando que morreu dentro do saco de coleta. Apesar da impossibilidade de extrair DNA, a morfologia permitiu a descrição formal da espécie. O epíteto “erythropus”, que significa “pé vermelho”, homenageia trabalhadores rurais do Paraná. Estudos sugerem que o sapo teria hábitos semelhantes a outros de sua família, vivendo próximo a riachos e com comportamento reprodutivo cuidadoso.
Importância para a biodiversidade
Grant destaca que esta descoberta sugere que outras espécies podem ter existido entre o Rio de Janeiro e o Paraná e desaparecido sem registro formal. Ele enfatiza a necessidade de coletar dados sobre a história natural e a abundância das populações de Dryadobates para identificar ameaças à biodiversidade da região.