Trump Revive Impasses em Novo Shutdown, Aprofundando Crise Política nos EUA

Trump Revive Impasses em Novo Shutdown, Aprofundando Crise Política nos EUA

Trump Revive Impasses em Novo Shutdown, Aprofundando Crise Política nos EUA 1024 683 Carlos Fenille

A paralisação do governo dos Estados Unidos, iniciada em 1º de outubro, expõe novamente as fragilidades políticas da administração de Donald Trump. O episódio evoca memórias do shutdown de 2018, quando o então presidente republicano paralisou o governo em busca de financiamento para o muro na fronteira com o México, um símbolo central de sua política de imigração. Agora, em seu segundo mandato, Trump parece repetir essa estratégia, em um momento de grande delicadeza diplomática e interna.

Esta é a 15ª paralisação desde 1981, e a segunda sob a liderança de Trump. O bloqueio orçamentário já impactou diretamente cerca de 750 mil servidores públicos, que estão sem remuneração, e resultou na suspensão de serviços considerados não essenciais em todo o país. Parques nacionais foram fechados, atrasos em voos começaram a ocorrer, e agências governamentais operam em regime de contingência.

Em 2018-2019, a exigência de Trump por fundos para o muro na fronteira EUA-México desencadeou um shutdown de 35 dias, o mais longo da história americana, afetando 800 mil servidores e causando prejuízos de US$ 3 bilhões. Agora, em 2025, um impasse sobre saúde e programas sociais leva a nova paralisação, com 750 mil servidores sem remuneração, em meio a tensões geopolíticas e cortes internos.

O termo “shutdown” refere-se à paralisação parcial do governo federal quando o Congresso não aprova o orçamento. Sem a liberação de recursos, muitos departamentos e agências são impedidos de operar normalmente. Serviços essenciais, como defesa nacional e hospitais, permanecem em funcionamento, enquanto setores não essenciais, como museus e serviços administrativos, têm suas atividades suspensas.

Segundo o jornalista Fernando Hessel, observador da Casa Branca, Trump está repetindo erros do passado, mas em um contexto político ainda mais complexo. “Em 2018, o shutdown foi provocado pela obsessão de Trump pelo muro na fronteira com o México. Agora o impasse é em torno da saúde e de programas sociais, que atingem milhões de americanos”, avalia Hessel, ressaltando a crescente tensão interna e externa.

A dificuldade de Trump em lidar com a máquina governamental pode comprometer sua imagem de “presidente da paz”, que ele tem buscado construir através da mediação em conflitos internacionais. “É mais um exemplo de como tentar governar sozinho leva a choques de realidade”, resume Hessel, evidenciando os desafios enfrentados pelo presidente.

Enquanto o impasse persiste sem um prazo definido para resolução, a pressão econômica, política e diplomática sobre a Casa Branca aumenta. O “fantasma de 2018” ressurge, projetando uma sombra ainda maior sobre o cenário político americano.

Fonte: http://www.metropoles.com

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