Crise em Chicago: Trump Autoriza Envio da Guarda Nacional, Governador Reage

Crise em Chicago: Trump Autoriza Envio da Guarda Nacional, Governador Reage

Crise em Chicago: Trump Autoriza Envio da Guarda Nacional, Governador Reage 1024 683 Carlos Fenille

Em meio a tensões crescentes, o presidente Donald Trump autorizou o envio de 300 soldados da Guarda Nacional para Chicago, Illinois. A medida, anunciada neste sábado (4/10), tem como objetivo declarado combater o que o presidente descreve como um “crime fora de controle” na cidade. A decisão já gerou forte reação das autoridades locais.

De acordo com Abigail Jackson, vice-secretária de imprensa da Casa Branca, a missão dos soldados é “proteger autoridades e ativos federais” em Chicago. No entanto, a ação foi recebida com indignação pelo governador de Illinois, JP Pritzker, que acusou o governo Trump de impor um ultimato.

Pritzker afirmou que o Departamento de Guerra do governo Trump exigiu a mobilização imediata das tropas sob pena de uma intervenção federal. “É absolutamente ultrajante e antiamericano exigir que um governador envie tropas militares para dentro de nossas próprias fronteiras e contra a nossa vontade”, protestou o governador em sua conta no X (antigo Twitter).

O governador classificou a ação de Trump como “uma performance fabricada”, argumentando que o envio das tropas não tem relação com a segurança pública, mas sim com o desejo de controle do governo federal. “Para Donald Trump, isso nunca foi uma questão de segurança. Isso é uma questão de controle”, declarou Pritzker.

Pritzker reforçou que não convocará a Guarda Nacional para “promover os atos de agressão de Trump contra nosso povo”. A medida ocorre em um contexto de crescente intervenção federal em cidades americanas, incluindo Los Angeles e Washington, sob o pretexto de combater o crime e a violência.

Em um caso similar, uma juíza distrital dos EUA bloqueou temporariamente a decisão de Trump de enviar tropas para Portland, Oregon. A magistrada Karin Immergut ressaltou a “longa e fundamental tradição de resistência aos excessos do governo, especialmente na forma de intrusão militar em assuntos civis”, ao justificar sua decisão, que expira em 18 de outubro, mas pode ser prorrogada.

Fonte: http://www.metropoles.com

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