Netanyahu Condiciona Plano de Paz em Gaza à Libertação Completa de Reféns, Ignorando Apelos por Cessar-Fogo

Netanyahu Condiciona Plano de Paz em Gaza à Libertação Completa de Reféns, Ignorando Apelos por Cessar-Fogo

Netanyahu Condiciona Plano de Paz em Gaza à Libertação Completa de Reféns, Ignorando Apelos por Cessar-Fogo 1024 683 Carlos Fenille

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou neste domingo sua posição inflexível em relação ao plano de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. Em um discurso contundente, ele afirmou que Israel não avançará em nenhuma das cláusulas do acordo até que todos os reféns detidos pelo Hamas sejam libertados e retornem ao território israelense. A declaração, feita perante o Fórum de Heróis de Israel, um grupo que reúne familiares de vítimas dos ataques de 7 de outubro e da subsequente guerra em Gaza, endurece ainda mais as negociações em andamento.

“Não passaremos para nenhuma das 21 cláusulas até que o último refém, cada um deles, tenha cruzado o território israelense”, declarou Netanyahu, enfatizando a prioridade absoluta de garantir o retorno dos sequestrados. Essa postura surge em meio a esforços diplomáticos intensificados, incluindo um plano de paz proposto pelo ex-presidente Donald Trump, que visa um cessar-fogo imediato, troca de prisioneiros e envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Enquanto Netanyahu discursava, a pressão interna aumentava. Manifestantes, incluindo familiares de reféns, se reuniram em frente à residência oficial do primeiro-ministro em Jerusalém, exigindo ações mais efetivas para a libertação dos sequestrados. Os protestos refletem a crescente frustração com a lentidão das negociações e a angústia das famílias que anseiam pelo retorno de seus entes queridos.

A situação em Gaza permanece crítica, com relatos de hospitais locais indicando dezenas de mortos nas últimas 24 horas, incluindo mulheres e crianças, em meio à contínua ofensiva israelense. O Hamas, por sua vez, classificou as declarações de Netanyahu como “hipocrisia”, acusando Israel de realizar “massacres bárbaros” enquanto discute acordos de paz. O grupo palestino alega que os recentes ataques aéreos resultaram em pelo menos 70 mortes.

Delegados de Israel e do Hamas devem se encontrar no Cairo para negociações delicadas sobre a libertação de reféns e a troca de prisioneiros palestinos. O plano de paz de Trump, ecoando a posição de Netanyahu, estabelece a libertação completa dos sequestrados como condição fundamental para qualquer progresso nas demais etapas do acordo, deixando claro o impasse persistente e a complexidade das negociações.

Fonte: http://www.metropoles.com

Erro: Formulário de contato não encontrado.