Moradia estudantil indígena é inaugurada na UFPR

Moradia estudantil indígena é inaugurada na UFPR

Moradia estudantil indígena é inaugurada na UFPR 810 390

Espaço visa acolher estudantes e promover permanência na universidade

Moradia estudantil indígena é inaugurada na UFPR
Foto: UFPR

Inauguração da Moradia Estudantil Indígena da UFPR ocorreu em 02 de outubro e visa acolher estudantes de fora.

Na última quinta-feira (02), foi inaugurada a Moradia Estudantil Indígena da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um espaço que visa acolher estudantes indígenas e promover a permanência deles na universidade. O projeto surgiu a partir da demanda dos estudantes, que participaram de um grupo de trabalho junto à instituição. A moradia está localizada na rua João Manoel, 140, no bairro São Francisco, em Curitiba.

Apoio institucional e colaboração

O governo estadual apoiou a cessão da casa, e as tratativas para viabilizar a moradia envolveram o Estado do Paraná, o Ministério Público Estadual (MPPR), a Defensoria Pública e a Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Povos Indígenas. Camila dos Santos, presidente do Coletivo dos Estudantes Indígenas da UFPR, destacou a importância de oferecer um local seguro para que os estudantes possam se estabelecer e estudar.

Necessidades e ações de apoio

Além da moradia, estão previstas ações de apoio à permanência, como bolsas de estudo e acesso ao restaurante universitário, pois a acomodação é fundamental para que os estudantes de fora consigam permanecer na UFPR. André Martinez, pró-reitor de Pertencimento e Políticas de Permanência Estudantil, afirmou que a moradia representa uma reparação histórica e o reconhecimento das especificidades dos povos indígenas na universidade.

Seleção e futuro

As atividades de manutenção da casa começaram em fevereiro deste ano, e ela pode acomodar até 30 estudantes. A seleção dos moradores deve acontecer em 2025, através de um regimento e edital que serão elaborados em diálogo com os acadêmicos indígenas. O reitor da UFPR, professor Marcos Sfair Sunye, enfatizou a necessidade de espaços de acolhimento para estudantes indígenas, destacando que atualmente há menos de 10 moradias desse tipo em universidades do Brasil.

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