Tabagismo em Declínio: Um em Cada Cinco Adultos Ainda Dependente, Alerta OMS

Tabagismo em Declínio: Um em Cada Cinco Adultos Ainda Dependente, Alerta OMS

Tabagismo em Declínio: Um em Cada Cinco Adultos Ainda Dependente, Alerta OMS 1024 683 Carlos Fenille

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um novo relatório revelando um progresso notável na luta contra o tabagismo global. Apesar da diminuição no número de usuários, o tabaco persiste como uma ameaça à saúde pública, afetando milhões de pessoas em todo o mundo.

O estudo aponta que o número de tabagistas diminuiu de 1,38 bilhão em 2000 para 1,2 bilhão em 2024, representando uma queda de 27% desde 2010. Contudo, a OMS alerta que um em cada cinco adultos ainda é dependente do tabaco, perpetuando uma das principais causas de morte evitável no planeta.

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, reconheceu os avanços alcançados, afirmando que “milhões de pessoas estão a deixar de usar tabaco graças aos esforços globais para controlar o problema”. No entanto, ele alertou para a reação agressiva da indústria do tabaco, que busca reverter esse progresso com novos produtos de nicotina, especialmente direcionados aos jovens.

Pela primeira vez, a OMS estimou que mais de 100 milhões de pessoas utilizam cigarros eletrônicos globalmente. Etienne Krug, diretor do Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção da OMS, expressou preocupação com o crescente uso de cigarros eletrônicos, alertando que eles estão “a alimentar uma nova onda de dependência da nicotina”, especialmente entre jovens.

O relatório da OMS destaca que as mulheres lideram a redução do consumo de tabaco, atingindo a meta global de redução de 30% para 2025 cinco anos antes do previsto. Apesar do progresso, a OMS prevê que os homens só alcançarão a meta de redução em 2031, três anos após o prazo estabelecido.

A análise regional revela contrastes marcantes, com o Sudeste Asiático liderando a redução do consumo masculino e a África apresentando a menor taxa global. A Europa, por outro lado, mantém a prevalência mais alta do mundo, com as mulheres europeias liderando o consumo feminino global.

Apesar dos avanços, a OMS enfatiza que o ritmo atual de redução não é suficiente para atingir a meta de 30% até 2025. Jeremy Farrar, diretor-geral adjunto da OMS, alertou que “o mundo fez progressos significativos, mas ainda cerca de 20% dos adultos usam produtos de tabaco ou nicotina” e que por esse motivo não podemos abrandar agora.

A OMS conclui que a luta contra o tabagismo está longe de terminar, e o sucesso dependerá da capacidade dos governos de resistirem à influência da indústria, protegerem as novas gerações e garantirem um futuro livre de fumo e dependência. O tabaco continua a ser responsável por milhões de mortes anuais, pressionando os sistemas de saúde e agravando desigualdades.

Fonte: http://www.metropoles.com

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