Israel Intercepta Flotilha Humanitária Rumo a Gaza em Águas Internacionais

Israel Intercepta Flotilha Humanitária Rumo a Gaza em Águas Internacionais

Israel Intercepta Flotilha Humanitária Rumo a Gaza em Águas Internacionais 1024 683 Carlos Fenille

O governo de Israel interceptou e abordou uma flotilha humanitária, a Global Sumud, que se dirigia à Faixa de Gaza com suprimentos essenciais. A ação ocorreu nesta quarta-feira (8/10), a cerca de 220 quilômetros da costa de Gaza, em águas internacionais, segundo relatos da própria flotilha. A Global Sumud denunciou o ataque em sua conta no X (antigo Twitter), alegando que a interceptação foi ilegal e que suas embarcações foram abordadas.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a interceptação através da mesma rede social. Em sua declaração, o ministério justificou a ação como uma medida para frustrar “outra tentativa de romper o bloqueio naval legal e entrar em uma zona de combate”, afirmando que os navios e seus passageiros seriam levados para um porto israelense para averiguação.

A Global Sumud argumenta que a flotilha transportava mais de US$ 110 mil em medicamentos, equipamentos respiratórios e suprimentos nutricionais destinados a hospitais em Gaza. “O exército israelense não tem jurisdição legal sobre águas internacionais. Nossa flotilha não representa nenhum perigo”, afirmou a organização em uma postagem no X, buscando apoio internacional.

De acordo com a flotilha, pelo menos dois barcos foram abordados e as transmissões ao vivo foram interrompidas, indicando uma tentativa de controlar a informação sobre a operação. Um dos navios, o Conscience, transportava mais de 90 pessoas, incluindo jornalistas, médicos e ativistas. Relatos iniciais indicam que um helicóptero militar israelense participou da abordagem.

A Global Sumud apelou à comunidade internacional, pedindo que “condenem esse crime e exijam a libertação imediata de toda a tripulação sequestrada, bem como o fim do bloqueio ilegal de Israel e do genocídio em curso em Gaza”. O incidente eleva as tensões já existentes na região e reacende o debate sobre a legalidade do bloqueio naval imposto por Israel à Faixa de Gaza.

Fonte: http://www.metropoles.com

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