Afastamento ocorre após investigação sobre propinas via Pix

Dez policiais rodoviários do Paraná foram afastados sob suspeita de corrupção, envolvendo propinas via Pix de motoristas.
Nesta terça-feira (7), dez policiais militares rodoviários do Paraná foram afastados de suas funções sob suspeita de integrarem uma ‘estrutura sofisticada de corrupção e lavagem de dinheiro’; pelo menos cem motoristas foram vítimas desse esquema. O ex-comandante do posto da Polícia Rodoviária de Guarapuava, a 250 quilômetros de Curitiba, foi preso.
Números e indicadores do caso
As investigações revelaram que os agentes exigiam propinas de motoristas flagrados por infrações de trânsito. Entre dezembro de 2024 e agosto de 2025, os investigados receberam cerca de R$ 140 mil por meio de pagamentos via Pix. Além disso, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em várias cidades.
Detalhes das operações
As operações, conduzidas pelo Núcleo de Guarapuava e Ponta Grossa do Gaeco, resultaram na prisão e afastamento de vários policiais, além do bloqueio de contas bancárias. A trama inclui não apenas os policiais, mas também um conjunto de empresas e civis envolvidos na lavagem de valores.
Contexto da investigação
As investigações começaram em março de 2025, após relatos de motoristas que se sentiram extorquidos. Os policiais exigiam pagamentos indevidos durante abordagens em blitz, e os carros só eram liberados após o pagamento. A Promotoria revelou que o ex-comandante do posto já tinha sido alvo de investigações anteriores e que tentara dificultar a coleta de provas.
Impacto da corrupção
O caso destaca a grave questão da corrupção nas forças de segurança pública, afetando a confiança da população nas instituições. As investigações continuam em andamento, e novas prisões podem ocorrer.