O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, lançou duras críticas à Europa, acusando-a de minar as perspectivas de um cessar-fogo na Ucrânia. Segundo o diplomata, a interferência europeia teria enfraquecido o ímpeto positivo gerado pela cúpula entre o presidente russo Vladimir Putin e o então presidente dos EUA, Donald Trump, realizada em Anchorage, Alasca. Ryabkov expressou a frustração do governo russo com o que considera uma sabotagem dos esforços de paz.
De acordo com Ryabkov, a reunião de cúpula havia criado uma janela de oportunidade para um acordo de paz, mas essa chance foi rapidamente comprometida. “Infelizmente, o forte impulso da cúpula de Anchorage, em favor dos acordos de paz, foi amplamente minado pelos esforços dos oponentes e dos apoiadores da ‘guerra até o último ucraniano’, principalmente entre os europeus”, declarou o vice-ministro, demonstrando a insatisfação de Moscou com a postura de alguns países europeus.
A crítica russa se concentra no alinhamento da Ucrânia com a Organização do Tratado Atlântico Norte (OTAN), que fornece apoio militar e financeiro ao país. O governo russo vê a crescente influência da OTAN na Ucrânia como uma ameaça direta à sua segurança, interpretando o apoio ocidental como uma tentativa de prolongar o conflito.
Ryabkov também alertou os Estados Unidos sobre as “sérias consequências” do possível fornecimento de mísseis Tomahawk de longo alcance à Ucrânia. Ele enfatizou a necessidade de o governo americano compreender as implicações de tal medida, ressaltando que a utilização desses mísseis exigiria o envolvimento direto de pessoal americano.
A tensão aumenta em meio às negociações entre EUA e Ucrânia sobre o fornecimento dos mísseis Tomahawk, que ganharam força após um encontro entre o presidente ucraniano Volodymir Zelensky e Donald Trump. Zelensky teria sugerido que a possibilidade de receber os mísseis poderia ser usada como forma de pressionar Putin a negociar.
Fonte: http://www.metropoles.com