Lavrov Denuncia ‘Genocídio Silencioso’ em Gaza e Compara Vítimas com Conflito na Ucrânia

Lavrov Denuncia ‘Genocídio Silencioso’ em Gaza e Compara Vítimas com Conflito na Ucrânia

Lavrov Denuncia ‘Genocídio Silencioso’ em Gaza e Compara Vítimas com Conflito na Ucrânia 1024 683 Carlos Fenille

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, elevou o tom sobre a situação em Gaza, classificando-a como “catastrófica” e um “genocídio silencioso”. Em declarações recentes, o chanceler russo expressou profunda preocupação com o sofrimento das crianças, que, segundo ele, estão morrendo de fome e exaustão. As declarações foram feitas no âmbito do projeto Pontes para o Leste.

Lavrov destacou o elevado número de vítimas civis em Gaza, alegando que ultrapassa o registrado no conflito na Ucrânia. “O número total de mortos, apenas segundo dados oficiais, é de 65 mil em dois anos. A esmagadora maioria são civis: mulheres, crianças e idosos. Centenas de milhares foram deslocados. A situação é terrível”, afirmou o ministro.

Além de lamentar as perdas de vidas, Lavrov acusou Israel de impor uma “punição coletiva” ao povo palestino, o que, segundo ele, representa uma grave violação do direito internacional humanitário. O ministro russo comparou os números de vítimas civis em Gaza com os de outros conflitos, buscando enfatizar a gravidade da situação na região.

A declaração de Lavrov surge em um momento em que negociações de cessar-fogo entre Israel e o Hamas estão em andamento no Egito. As delegações têm se reunido para discutir os termos de um possível acordo, com a mediação do Catar, Egito e Estados Unidos, visando eliminar os obstáculos restantes e alcançar uma solução pacífica.

Curiosamente, Lavrov elogiou o plano de paz para Gaza proposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-o como uma “alternativa realista” diante da crise. “O plano menciona a palavra ‘estado’. É vago, trata apenas da Faixa de Gaza, sem incluir a Cisjordânia. Mas é o melhor que há sobre a mesa neste momento. Pode ser aceitável para os árabes e, ao menos, não rejeitado por Israel”, avaliou o ministro russo.

Fonte: http://www.metropoles.com

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