Raíssa Machado Impulsiona Sonho Olímpico: Prata no Mundial Acende a Chama para Los Angeles 2028

Raíssa Machado Impulsiona Sonho Olímpico: Prata no Mundial Acende a Chama para Los Angeles 2028

Raíssa Machado Impulsiona Sonho Olímpico: Prata no Mundial Acende a Chama para Los Angeles 2028 1024 683 Carlos Fenille

Raíssa Machado, a paratleta baiana especialista no lançamento de dardo, brilhou no Mundial de Atletismo Paralímpico em Nova Déli, Índia, conquistando a medalha de prata na categoria F56. O feito, celebrado no início de outubro, solidifica seu lugar no pódio um ano após a prata nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.

Em entrevista exclusiva, Raíssa compartilhou suas impressões sobre o Mundial, classificando-o como um marco inicial crucial no ciclo paralímpico que a levará aos Jogos de Los Angeles em 2028. A competição na Índia serviu como um termômetro para o trabalho que precisa ser feito nos próximos anos.

Nascida em Ibipeba, Bahia, e criada em Uberaba, Minas Gerais, Raíssa encontrou no esporte um caminho para superar uma má-formação congênita nos membros inferiores. Inicialmente na ginástica, ela migrou para o atletismo, onde descobriu sua paixão pelo lançamento de dardo.

A jornada de Raíssa é marcada por superação. “Comecei em competições regionais, por Minas Gerais. Em 2013, aos 15 anos, fui para minha primeira disputa internacional e já me destaquei, garantindo medalhas”, relembra a paratleta, demonstrando sua trajetória ascendente.

Os Jogos Rio 2016 foram um divisor de águas, mesmo com o 6º lugar. “De 2013 a 2015, eu brincava com o esporte, até que entendi que aquele era meu propósito”, explica Raíssa. A partir dali, a dedicação a impulsionou para as conquistas das pratas nas Paralimpíadas seguintes.

Com foco em Los Angeles 2028, Raíssa reconhece que a prata no Mundial, apesar de valiosa, não a satisfez completamente devido à diferença para a primeira colocada. A competição mundial serve de trampolim para alcançar a meta maior: o ouro olímpico.

“A Paralimpíada é algo mágico. A gente luta por algo que só se tem chance de tentar de quatro em quatro anos”, enfatiza Raíssa, ressaltando a importância da preparação mental para o sucesso. “A Paralimpíada é mais que o esporte, é mental. Cada atleta vive um momento e aquele instante depende disso”, finaliza a atleta, focada em seu sonho olímpico.

Fonte: http://www.metropoles.com

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