O Candangão Sub-17 encerrou sua primeira fase sob os holofotes, mas não apenas pelos resultados em campo. Um número alarmante de cartões vermelhos distribuídos pela arbitragem tem gerado grande preocupação, levantando questões sobre a conduta dos jovens atletas e a formação nas categorias de base do Distrito Federal.
Durante as sete rodadas da fase de grupos, um total de 32 expulsões foram registradas. Este número configura a segunda maior marca da história do campeonato, ficando atrás apenas da edição de 2024, que contabilizou 46 cartões vermelhos. A reincidência de comportamentos violentos acende o sinal de alerta para treinadores, dirigentes e pais, que precisam repensar as estratégias de formação dos jogadores.
“É fundamental que todos os envolvidos no processo de formação dos atletas estejam atentos a essa questão”, afirma um especialista em categorias de base que preferiu não se identificar. “A formação não se restringe ao aspecto técnico e tático, mas também ao desenvolvimento de valores como respeito, disciplina e fair play”.
Além das expulsões, os cartões amarelos também merecem destaque. O União lidera o ranking de advertências, com 54, seguido pelo Real Brasília, com 44, e pelo Gama, com 43. Estes números indicam um padrão de jogo faltoso e agressivo que precisa ser combatido desde as categorias de base.
Em um esforço para conter a violência nos campos, a federação paulista recentemente proibiu familiares de assistirem aos jogos das categorias de base, uma medida drástica que demonstra a seriedade do problema. Resta saber se iniciativas semelhantes serão adotadas no Distrito Federal para conter o comportamento inadequado e garantir um ambiente mais seguro e educativo para os jovens atletas.
Fonte: http://www.metropoles.com