Milhares de manifestantes tomaram as ruas em cidades dos Estados Unidos e em capitais europeias no último sábado, empunhando a bandeira do movimento “No Kings” (Não Há Reis). Os protestos, que ganharam força rapidamente, miram as políticas e ações do presidente Donald Trump, gerando debates acalorados sobre o futuro da democracia no país.
Os manifestantes acusam Trump de usar as Forças Armadas americanas para consolidar um regime autocrático, onde o poder absoluto reside em uma única pessoa. Essa alegação central impulsiona a indignação popular e alimenta o movimento, que busca alertar sobre o que considera uma crescente ameaça à ordem democrática.
O movimento “No Kings” ganhou notoriedade em junho, durante o desfile do aniversário do Exército dos EUA, coincidindo com o aniversário de 79 anos de Trump. Naquela ocasião, mais de 2 mil protestos foram registrados, demonstrando a amplitude e a profundidade do descontentamento.
Os manifestantes argumentam que o governo Trump tem adotado práticas que minam normas democráticas, incluindo o uso excessivo da força federal, intervenções em estados, desrespeito ao devido processo legal e políticas de imigração agressivas. “Ninguém é rei nos EUA”, um dos lemas do movimento, ressoa como um desafio à percepção de que Trump busca exercer poderes monárquicos.
O movimento “No Kings” transcendeu as fronteiras dos EUA, com manifestações de solidariedade em cidades europeias como Londres, Madri, Barcelona e Paris. Norte-americanos que residem no exterior e simpatizantes locais se uniram para expressar sua oposição, enquanto apoiadores no Canadá organizaram protestos em frente às embaixadas dos EUA.
Em resposta, o governo Trump e seus aliados refutam as acusações com veemência. O presidente rejeitou as comparações com monarcas, afirmando que sua autoridade deriva de eleições legítimas. Mike Johnson, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, condenou as manifestações como “anti-americanas”, equiparando-as a grupos radicais. A tensão política se intensifica à medida que o debate sobre o futuro da democracia americana se desenrola.
Fonte: http://www.metropoles.com