União Europeia avança com plano ambicioso para banir gás russo até 2028

União Europeia avança com plano ambicioso para banir gás russo até 2028

União Europeia avança com plano ambicioso para banir gás russo até 2028 1024 683 Carlos Fenille

Em uma decisão marcante, os ministros de Energia da União Europeia (UE) deram sinal verde para um plano que visa eliminar gradualmente as importações de petróleo e gás da Rússia até janeiro de 2028. A medida, apoiada em reunião realizada em Luxemburgo, representa um passo significativo para reduzir a dependência energética do bloco em relação a Moscou.

O plano detalha o fim de novos contratos de compra de gás russo a partir de janeiro de 2026. Contratos de curto prazo seriam encerrados em junho do mesmo ano, enquanto os de longo prazo teriam seu fim em janeiro de 2028. Essa progressão busca mitigar o impacto da transição para os países membros.

A proposta ainda precisa passar pelo crivo do Parlamento Europeu. A posição comum adotada pelos ministros é um passo crucial para que o projeto avance e se torne lei, mas os países ainda precisam negociar os detalhes finais com os parlamentares.

A motivação central do bloco é privar o Kremlin de recursos que financiam a guerra na Ucrânia. “Não podemos mais aceitar ajudar indiretamente a financiar a guerra de Putin”, declarou o comissário de Energia da UE, Dan Jorgensen, enfatizando a necessidade de cessar o uso do gás como arma política.

Atualmente, a Rússia responde por 13% das importações de gás da UE, uma queda significativa em relação aos 45% anteriores à invasão da Ucrânia em 2022. Apesar da redução, a crise energética levou ao aumento das importações de gás natural liquefeito (GNL), inclusive da Rússia, no primeiro semestre de 2024.

A Hungria e a Eslováquia se opuseram ao plano, mas não conseguiram impedir sua aprovação devido ao apoio da maioria qualificada dos países. Para atenuar as resistências, o texto final incluiu regras mais flexíveis para países sem acesso ao mar que dependem do fornecimento de gás por gasoduto.

“Uma Europa energeticamente independente é uma Europa mais forte e mais segura”, afirmou o ministro da Energia da Dinamarca, Lars Aagaard, que presidiu as discussões. A aprovação do plano representa um passo importante nessa direção, mas ainda há desafios a serem superados para garantir a segurança energética do bloco.

Adicionalmente, a UE está negociando um novo pacote de sanções contra a Rússia, que poderia proibir as importações de GNL já em janeiro de 2027. Diferentemente das regras comerciais, as sanções exigem a unanimidade dos 27 membros da UE para serem aprovadas.

Fonte: http://www.metropoles.com

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