Colômbia Rebate Acusações de Trump e Exige Dados Precisos dos EUA no Combate às Drogas

Colômbia Rebate Acusações de Trump e Exige Dados Precisos dos EUA no Combate às Drogas

Colômbia Rebate Acusações de Trump e Exige Dados Precisos dos EUA no Combate às Drogas 1024 682 Carlos Fenille

Em meio a crescentes tensões diplomáticas, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou o embaixador colombiano nos Estados Unidos, Daniel García-Peña, para discutir o impasse nas relações bilaterais. A reunião foi motivada por declarações controversas de Donald Trump, que acusou Petro de ser um “líder do tráfico de drogas” e de incentivar a produção de narcóticos no país.

O governo colombiano enfatizou a necessidade de os Estados Unidos utilizarem dados precisos e atualizados no combate às drogas na Colômbia. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia reiterou o compromisso do governo com a expansão do programa de substituição de cultivos ilícitos, destacando sua importância para o país.

Petro argumenta que Trump se baseou em informações incorretas sobre a produção de cocaína na Colômbia, dados que, segundo ele, já foram reconhecidos como equivocados pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC). O presidente colombiano também ressaltou que seu governo tem investido em uma comissão investigativa para mensurar a produção de folha de coca, matéria-prima da cocaína.

A Colômbia defende que tem intensificado o combate ao narcotráfico. “O governo atual é o que mais apreendeu coca, não só em volume, mas também em relação ao crescimento das plantações de folha de coca”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota, detalhando uma desaceleração no cultivo de folha de coca nos últimos anos.

As relações entre os dois países também foram abaladas após Petro acusar autoridades norte-americanas de “assassinatos e violação da soberania” em águas territoriais colombianas, em referência à morte de um pescador. Os EUA, por sua vez, justificam suas operações no Caribe como ações de combate ao narcotráfico, alegando que as embarcações destruídas eram venezuelanas e transportavam drogas para os Estados Unidos.

Fonte: http://www.metropoles.com

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