Lima sob Estado de Emergência: Criminalidade e Protestos Levam Peru a Medida Drástica

Lima sob Estado de Emergência: Criminalidade e Protestos Levam Peru a Medida Drástica

Lima sob Estado de Emergência: Criminalidade e Protestos Levam Peru a Medida Drástica 1024 683 Carlos Fenille

O Peru decretou estado de emergência por 30 dias em Lima, a capital do país, em resposta ao aumento alarmante da criminalidade e à intensificação da violência nas ruas. A medida, anunciada pelo presidente José Jerí, visa conter a escalada da insegurança e entra em vigor imediatamente, permitindo restrições à liberdade de reunião e trânsito. A decisão surge em um momento de profunda crise política e social no país.

A situação se agravou após a morte do rapper Eduardo Ruiz Sanz, conhecido como Trvko, durante manifestações ocorridas na semana passada. Segundo a imprensa local, o artista foi vítima de um disparo efetuado por um policial, o que gerou forte comoção e reacendeu as críticas à gestão de Jerí, que assumiu o poder há poucos dias. A morte de Trvko catalisou uma onda de protestos, principalmente liderados por jovens da chamada “Geração Z”.

Os protestos, inicialmente pacíficos, evoluíram para confrontos com as forças de segurança, resultando em dezenas de feridos e prisões. Manifestantes lançaram coquetéis molotov e outros objetos contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Entre as principais reivindicações dos manifestantes estão o combate à criminalidade, a renúncia do presidente interino, o fechamento do Congresso e a convocação de uma assembleia constituinte.

José Jerí, que assumiu a presidência após o impeachment de Dina Boluarte, lamentou a morte do rapper e prometeu uma investigação rigorosa dos fatos. “O principal inimigo está lá fora, nas ruas: as gangues criminosas”, declarou o presidente em seu discurso de posse, sinalizando uma postura de combate ao crime organizado.

A crise atual é um reflexo da instabilidade política que assola o Peru nos últimos anos, marcada por escândalos de corrupção e descrença nas instituições. As eleições gerais estão previstas para 2026, e Jerí se comprometeu a entregar o cargo ao vencedor, reafirmando seu compromisso com a ordem constitucional e a soberania do país.

Fonte: http://www.metropoles.com

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