Caso de discriminação ocorreu em abril de 2025 em São Paulo

Defensoria Pública solicita R$ 759 mil a shopping após caso de racismo contra adolescente.
A Defensoria Pública de São Paulo solicitou uma indenização por danos morais no valor de R$ 759 mil em favor de um adolescente vítima de racismo no Shopping Pátio Higienópolis, localizado na região central da capital paulista. O caso ocorreu em abril de 2025, quando o jovem, estudante bolsista de uma escola particular, foi abordado de forma discriminatória por uma funcionária terceirizada do estabelecimento.
Detalhes do caso
Durante o incidente, a funcionária questionou se ele e outro colega negro estavam incomodando ou pedindo dinheiro à amiga branca que os acompanhava. O episódio, presenciado por professores e colegas, causou grande constrangimento e afetou profundamente a autoestima do adolescente, além de impactar seu rendimento escolar. A Defensoria destaca que esse não é um caso isolado, pois o shopping já foi palco de outros episódios de racismo.
Ação da Defensoria
Além da indenização, a Defensoria pede que o shopping e a empresa terceirizada envolvida ofereçam acompanhamento médico e psicológico gratuito ao adolescente, com profissionais com formação antirracista, e uma bolsa permanente para garantir a continuidade dos seus estudos, incluindo alimentação e transporte. Também reivindica desculpas formais a serem publicadas no Diário Oficial e em um jornal de grande circulação.
Contexto do racismo no shopping
O Shopping Pátio Higienópolis já tem um histórico de denúncias de racismo. Em 2021, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público para treinar suas equipes sobre a abordagem de menores em situação de vulnerabilidade. Casos anteriores também geraram repercussão, com relatos de discriminação por segurança do shopping.
A Defensoria visa não apenas reparar o dano sofrido, mas também chamar a atenção para a necessidade de combater o racismo e garantir dignidade e igualdade de oportunidades para todas as crianças e adolescentes.