O governo de Cuba, por meio de seu ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou os Estados Unidos de exercerem forte pressão e chantagem sobre diversos países, especialmente na Europa e América Latina. O objetivo, segundo o chanceler, seria impedir que essas nações votem contra o bloqueio econômico imposto à ilha caribenha na Organização das Nações Unidas (ONU).
Rodríguez detalhou que o Departamento de Estado norte-americano estaria instruindo diplomatas a pressionar governos estrangeiros, além de enviar cartas com ameaças de retaliações econômicas e comerciais. A medida seria uma resposta ao apoio manifestado a Cuba na ONU. O ministro classificou a postura do governo dos EUA como uma “política de coerção”, e não de diplomacia.
Além disso, o chanceler cubano denunciou uma “campanha tóxica de desinformação” promovida pela Casa Branca, que visa distorcer o debate na Assembleia-Geral da ONU, onde Cuba apresentará sua resolução anual contra o bloqueio. Essa resolução tem sido sistematicamente condenada pela maioria dos países membros há mais de três décadas.
Rodríguez argumentou que Washington busca associar Cuba a temas como o tráfico de drogas e o conflito na Ucrânia para justificar a manutenção do embargo. O ministro classificou as acusações como “mentirosas e cínicas”, ressaltando que Cuba é vítima de agressões diretas dos Estados Unidos.
“Acusar Cuba, um país pacífico, de ter sofrido agressões, incluindo agressões diretas dos Estados Unidos, é extraordinariamente cínico”, afirmou Rodríguez. Ele também destacou que as restrições impostas por Washington causaram prejuízos superiores a US$ 7,5 bilhões apenas no último ano, afetando principalmente o sistema energético e o abastecimento de combustível da ilha.
Fonte: http://www.metropoles.com