A planejada cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin, que ocorreria em Budapeste, Hungria, foi cancelada em meio a crescentes tensões diplomáticas. A Casa Branca anunciou novas sanções contra Moscou, buscando pressionar Putin a aceitar um cessar-fogo mais flexível na guerra da Ucrânia. A decisão de Trump de cancelar o encontro reflete o agravamento das relações entre os dois líderes.
O cancelamento da reunião surge após uma ligação telefônica tensa entre Trump e Putin em 16 de outubro, que dificultou o progresso em direção a um acordo de paz na Ucrânia. Com o cenário diplomático instável, marcado por sanções, testes militares russos e divergências sobre uma trégua, a perspectiva de paz na Ucrânia permanece distante.
O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, havia se reunido com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para organizar a cúpula. No entanto, Trump declarou que o encontro seria cancelado, afirmando que não parecia “certo” e que não acreditava que “chegaríamos onde precisávamos”. Assessores do governo americano revelaram que não havia planos imediatos para a reunião, contradizendo a intenção anterior de Trump de “agilizar a cúpula”.
Trump expressou frustração com a falta de disposição das partes em negociar e reiterou que a guerra precisa parar nas atuais linhas de batalha. As relações entre Rússia e EUA têm se deteriorado nas últimas semanas, mesmo após uma cúpula anterior no Alasca. Trump chegou a classificar a Rússia como um “tigre de papel” devido à sua dificuldade em subjugar a Ucrânia.
A decisão de cancelar o encontro também ocorreu após conversas entre Marco Rubio e o chanceler russo Sergey Lavrov, indicando a persistente resistência de Moscou em negociar condições de cessar-fogo. Paralelamente, a União Europeia aprovou um novo pacote de sanções contra a Rússia, intensificando a pressão econômica sobre o país.
Fonte: http://www.metropoles.com