Bruno Silva, um ativista de extrema-direita português, enfrentará a justiça sob prisão preventiva após ameaçar de morte a jornalista brasileira Stefani Costa. A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (23/10), após sua detenção na terça-feira pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária (PJ) de Portugal. O caso gerou grande repercussão devido à violência das ameaças e ao contexto de crescente discurso anti-imigrante no país.
Silva, que já se autodenominou “o maior racista de Portugal”, é conhecido por sua militância no partido de extrema-direita Chega e por disseminar publicações de cunho racista e xenófobo contra brasileiros. Em uma das postagens mais chocantes, ele ofereceu 100 mil euros para quem atentasse contra a vida de Stefani Costa, chegando a detalhar o ato criminoso. A audácia da ameaça chocou a comunidade jornalística e a sociedade civil.
A jornalista Stefani Costa utilizou suas redes sociais para expressar alívio e satisfação com a decisão judicial. “Notícia histórica. Bruno Silva continuará preso. É a primeira vez que alguém indiciado por ameaças e discurso de ódio recebe essa medida. Jornalismo nunca foi para covardes”, escreveu Stefani, demonstrando a importância da decisão para a segurança e liberdade de imprensa.
O caso de Bruno Silva se insere em um cenário preocupante de aumento do discurso de ódio contra brasileiros e imigrantes em Portugal. Recentemente, um novo pacote de medidas, que endurece a política migratória no país, entrou em vigor, incluindo a criação de uma unidade policial especializada no combate à imigração ilegal. Esse contexto acentua a gravidade das ameaças proferidas por Silva e a necessidade de uma resposta firme por parte das autoridades.
Paralelamente, outro incidente similar ganhou notoriedade, com um cidadão português oferecendo 500 euros por “cada cabeça de brasileiro”. Esse clima hostil e as manifestações de xenofobia evidenciam um problema crescente em Portugal e reforçam a importância de medidas de combate ao racismo e à discriminação contra imigrantes.
Fonte: http://www.metropoles.com