Venezuela Responde à Ameaça da CIA: Maduro Desafia Ações Secretas dos EUA

Venezuela Responde à Ameaça da CIA: Maduro Desafia Ações Secretas dos EUA

Venezuela Responde à Ameaça da CIA: Maduro Desafia Ações Secretas dos EUA 1024 683 Carlos Fenille

O governo venezuelano elevou o tom contra os Estados Unidos após a revelação de que o presidente Donald Trump autorizou a CIA a realizar operações secretas no país. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, reagiu enfaticamente, afirmando que, apesar da presença de agentes da CIA, qualquer tentativa de desestabilização do governo de Nicolás Maduro está fadada ao fracasso.

“Sabemos que a CIA está presente na Venezuela. Podem enviar quantas unidades quiserem, de onde quiserem. Qualquer operação vai fracassar”, declarou Padrino López, demonstrando confiança na capacidade do governo de resistir às investidas externas. A declaração surge em um momento de crescente tensão entre os dois países, marcada por acusações mútuas e manobras militares na região do Caribe.

A autorização de Trump para a CIA inclui a possibilidade de “ações letais” e outras iniciativas de inteligência, conforme revelado pelo The New York Times. O republicano justificou a medida alegando que a Venezuela “envia drogas e criminosos para os Estados Unidos”, mas não respondeu diretamente quando questionado se a ordem incluía a eliminação de Maduro.

Enquanto isso, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, prometeu “caçar e matar” grupos que traficam drogas para o país, equiparando-os a “terroristas estrangeiros” como o Estado Islâmico. Em resposta, o governo venezuelano classificou as declarações de Trump como “belicosas e extravagantes”, acusando Washington de manter uma política de agressão e assédio e anunciando que denunciará o caso à ONU.

Paralelamente, os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no Caribe, alegando combater o tráfico internacional de drogas. Desde agosto, navios de guerra e caças F-35 operam na região, e Trump já anunciou diversos ataques contra embarcações, principalmente em águas próximas à costa venezuelana. As crescentes tensões levantam preocupações sobre uma possível escalada do conflito na região.

Fonte: http://www.metropoles.com

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