Em meio a crescentes tensões com os Estados Unidos, a Venezuela iniciou, nesta quinta-feira (23/10), uma demonstração de força militar ao longo de sua costa. Batizada de “Coast Independence 200”, a operação visa, segundo o governo de Nicolás Maduro, fortalecer a defesa da soberania nacional e assegurar a estabilidade interna do país.
As manobras abrangem oito estados costeiros venezuelanos, desde La Guaira até Zulia, sob a supervisão do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López. O exercício militar surge em um contexto de acusações de Caracas sobre a crescente presença militar dos EUA no Caribe e supostas operações secretas da CIA em território venezuelano.
Padrino López acusou a CIA de conduzir operações secretas dentro da Venezuela, afirmando que “Podem enviar quantas unidades quiserem, de onde quiserem. Qualquer operação vai fracassar”. O ministro da Defesa ainda destacou que os exercícios são uma resposta direta a uma “grande ameaça militar” na região caribenha, onde os Estados Unidos têm intensificado sua presença.
Em meados de outubro, o então presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu ter autorizado a CIA a realizar operações secretas na Venezuela, com o objetivo de pressionar o governo Maduro. O The New York Times chegou a reportar que essas ações poderiam incluir “operações letais” e outras atividades de inteligência, tanto isoladas quanto integradas a missões militares mais amplas no Caribe.
Além dos exercícios militares, o governo Maduro anunciou o posicionamento de mais de cinco mil mísseis de defesa aérea Igla-S, de fabricação russa, em pontos estratégicos do país. Segundo o presidente venezuelano, essa medida visa “proteger a paz e a estabilidade nacional” diante das tensões regionais. O aumento da presença militar dos EUA no Caribe, sob o pretexto de combate ao narcotráfico, tem gerado críticas e preocupações tanto na Venezuela quanto na Colômbia.
Fonte: http://www.metropoles.com