Em meio a tensões, Maduro clama por paz com os EUA: “No crazy war”

Em meio a tensões, Maduro clama por paz com os EUA: “No crazy war”

Em meio a tensões, Maduro clama por paz com os EUA: “No crazy war” 1024 683 Carlos Fenille

Em um gesto que buscou apaziguar as crescentes tensões com os Estados Unidos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro fez um apelo público por paz. Diante de uma assembleia de sindicatos associados ao chavismo, Maduro utilizou o inglês para expressar seu desejo de evitar um conflito, em um vídeo que rapidamente se espalhou pela internet.

“Not war, not war, not war”, declarou Maduro, seguido de um insistente pedido por paz: “Just peace, just peace, just peace, forever, forever”. O líder venezuelano complementou sua mensagem com um enfático “No crazy war”, enquanto levantava o punho direito, sendo ovacionado pela plateia. A escolha do inglês pareceu ser uma tentativa de direcionar a mensagem diretamente ao público americano.

O apelo por paz de Maduro surge em um momento de escalada nas relações bilaterais. Recentemente, os Estados Unidos enviaram navios de guerra para a costa venezuelana, aumentando a tensão na região. Além disso, embarcações suspeitas de envolvimento com o narcotráfico têm sido alvos de ataques norte-americanos no Caribe e no Pacífico, resultando em um número considerável de mortes.

Curiosamente, a mensagem conciliatória de Maduro contrasta com suas declarações recentes sobre o poderio militar venezuelano. Na quarta-feira, o presidente afirmou que a Venezuela possui “5 mil mísseis russos” para se defender, em um recado indireto aos Estados Unidos. “Qualquer força militar do mundo conhece o poder da Igla-S”, alertou Maduro, em transmissão da TV estatal.

Ainda paira sobre o cenário a notícia divulgada pelo The Washington Post, de que o presidente Donald Trump teria autorizado a CIA a realizar “ações agressivas” contra o governo venezuelano. Segundo o jornal, o documento que concede o aval à agência não ordena explicitamente a derrubada de Maduro, mas permite medidas que podem levar a esse resultado, aumentando a incerteza sobre o futuro das relações entre os dois países.

Fonte: http://www.metropoles.com

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