Papa Francisco e Orbán Debatem Guerra na Ucrânia e Crise no Oriente Médio em Encontro no Vaticano

Papa Francisco e Orbán Debatem Guerra na Ucrânia e Crise no Oriente Médio em Encontro no Vaticano

Papa Francisco e Orbán Debatem Guerra na Ucrânia e Crise no Oriente Médio em Encontro no Vaticano 1024 683 Carlos Fenille

O Papa Francisco recebeu o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, no Vaticano nesta segunda-feira, para discutir a guerra na Ucrânia e a escalada de tensões no Oriente Médio. Após uma audiência privada, Orbán participou de uma reunião na Secretaria de Estado com o Cardeal Pietro Parolin e Dom Paul Richard Gallagher, Secretário para as Relações com os Estados e Organizações Internacionais.

De acordo com um comunicado oficial da Santa Sé, o encontro foi descrito como cordial e produtivo, ressaltando as relações bilaterais entre o Vaticano e a Hungria. As discussões abordaram o papel da Igreja Católica na Hungria, com foco no fortalecimento das famílias, na formação de jovens e na proteção das comunidades cristãs mais vulneráveis. A reunião também serviu para examinar temas de interesse europeu.

A defesa da diplomacia como solução para conflitos tem sido uma constante por parte do Vaticano. Paralelamente, Orbán tem buscado se apresentar como um mediador no conflito do Leste Europeu, embora sua postura seja frequentemente vista em Bruxelas como favorável à Rússia, gerando debates e questionamentos sobre sua real posição.

Nas últimas semanas, o primeiro-ministro húngaro intensificou seus esforços diplomáticos. O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, chegou a se encontrar com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para discutir uma possível cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin, encontro que acabou sendo cancelado pelo ex-presidente americano devido à falta de avanços concretos.

A visita de Orbán ao Vaticano ocorre em meio a críticas sobre seu posicionamento em relação à guerra na Ucrânia. “Não queremos compartilhar o destino deles”, declarou Orbán, referindo-se à Ucrânia e rejeitando sua possível adesão à União Europeia, argumentando que tal movimento poderia “arrastar o bloco para uma guerra direta com a Rússia”. O premiê húngaro também reafirmou que a Hungria continuará a comprar petróleo e gás de Moscou, apesar dos apelos para reduzir a dependência energética russa.

Orbán tem um encontro previsto com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, nesta semana. Embora ambos compartilhem relações próximas com Donald Trump, suas visões sobre o papel da Europa no conflito ucraniano apresentam divergências.

Fonte: http://www.metropoles.com

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