A Venezuela acusa a Agência Central de Inteligência (CIA) de tramar uma operação de “bandeira falsa” para justificar uma possível agressão militar ao país. A denúncia, feita nesta segunda-feira, alega que a ação envolveria um ataque ao contratorpedeiro USS Gravely da Marinha dos EUA, atualmente em Trinidad e Tobago.
Segundo o chanceler venezuelano, Yván Gil, a suposta célula criminosa responsável pelo plano já estaria sendo desmantelada em território venezuelano. “Informei com clareza ao governo de Trinidad e Tobago sobre a operação de bandeira falsa dirigida pela CIA”, declarou Gil em seu canal no Telegram, referindo-se ao plano de “atacar um navio militar estadunidense parado na ilha e culpar a Venezuela”.
Essa acusação surge em um momento de crescente tensão entre Caracas e Washington. O governo venezuelano classificou a presença militar norte-americana no Caribe como uma “provocação hostil”, citando a proximidade do USS Gravely, equipado com mísseis Tomahawk, da costa venezuelana.
Caracas também acusou Trinidad e Tobago de comprometer sua soberania ao permitir a presença militar dos EUA em seu território. Em resposta, o governo de Trinidad e Tobago negou as acusações, afirmando que o navio americano está participando de operações de cooperação em segurança e combate ao crime transnacional.
Enquanto isso, a Venezuela mobiliza tropas no litoral e reafirma sua disposição de defender sua soberania. “A Venezuela não cairá em provocações”, declarou o governo em comunicado oficial, acrescentando: “estamos prontos para resistir a qualquer tentativa de agressão.”
Fonte: http://www.metropoles.com