Adolescente na Nova Zelândia Engole Ímãs e Precisa Remover Parte do Intestino em Cirurgia de Emergência

Adolescente na Nova Zelândia Engole Ímãs e Precisa Remover Parte do Intestino em Cirurgia de Emergência

Adolescente na Nova Zelândia Engole Ímãs e Precisa Remover Parte do Intestino em Cirurgia de Emergência 1024 682 Carlos Fenille

Um adolescente de 13 anos na Nova Zelândia passou por uma cirurgia de emergência após ingerir entre 80 e 100 ímãs de neodímio. O caso, que resultou na remoção de parte do intestino do jovem, foi detalhado em um estudo publicado no *New Zealand Medical Journal* na última sexta-feira. A situação levanta preocupações sobre a facilidade com que esses produtos perigosos são encontrados online, mesmo com a proibição de venda no país.

De acordo com o relatório médico, o adolescente, que não foi identificado, sentiu fortes dores abdominais por quatro dias antes de procurar ajuda médica. Ele admitiu aos médicos que havia engolido os pequenos ímãs de alta potência, cada um medindo cerca de cinco milímetros, aproximadamente uma semana antes da consulta. A demora em buscar atendimento agravou a situação.

Os exames revelaram que os ímãs haviam se agrupado em correntes dentro do abdômen do garoto, conectando diferentes seções do intestino. A forte atração magnética provocou necrose por pressão no órgão, uma condição onde o tecido morre devido à compressão prolongada, exigindo intervenção cirúrgica imediata para evitar complicações ainda mais graves.

Durante a cirurgia, os médicos conseguiram remover todos os ímãs, mas a extensão dos danos exigiu a remoção de uma parte do intestino delgado e grosso. O adolescente permaneceu internado por oito dias para recuperação antes de receber alta hospitalar. O caso destaca os graves riscos associados à ingestão de ímãs de neodímio, especialmente entre crianças e adolescentes.

Apesar da proibição de venda na Nova Zelândia e na Austrália desde 2013, os ímãs de neodímio, também conhecidos como “ímãs de terras raras”, continuam amplamente disponíveis em plataformas de comércio eletrônico. A empresa Temu, onde o adolescente alega ter comprado os ímãs, informou que revisou produtos similares após o incidente, mas alega que os ímãs seguem as regras da Nova Zelândia.

A ingestão de ímãs pode estar ligada a tendências perigosas nas redes sociais. Autoridades da Nova Zelândia emitiram alertas sobre desafios online que incentivam crianças a usar ímãs pequenos para simular piercings, aumentando o risco de ingestão acidental. A situação serve de alerta para os perigos da internet e a necessidade de monitoramento parental.

Fonte: http://www.metropoles.com

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