Morte de criança por estreptococo em Curitiba: saúde não recomendou suspensão de aulas

Morte de criança por estreptococo em Curitiba: saúde não recomendou suspensão de aulas

Morte de criança por estreptococo em Curitiba: saúde não recomendou suspensão de aulas 800 534

Caso gerou preocupação, mas medidas de precaução foram adotadas

Morte de criança por estreptococo em Curitiba: saúde não recomendou suspensão de aulas
Foto: Portal Nosso Dia

A morte de uma criança em Curitiba por estreptococo gerou preocupação, mas aulas foram mantidas sem recomendações de suspensão.

Morte de criança por estreptococo em Curitiba

Nesta segunda-feira (27 de setembro de 2025), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba confirmou a morte de uma criança de seis anos devido a uma infecção invasiva provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes, conhecida como estreptococo do grupo A. O caso, registrado no dia 24, gerou preocupações, mas a SMS decidiu manter as aulas na escola onde a criança estudava, conforme os protocolos do Ministério da Saúde, que indicam um baixo risco de transmissão em ambiente escolar.

Medidas de precaução adotadas

Para monitorar possíveis contágios, equipes da Vigilância Epidemiológica iniciaram uma ação de rastreio envolvendo familiares e colegas da vítima. Alunos da turma da criança passaram por coletas de amostras com swab — um cotonete estéril introduzido na boca — para exames laboratoriais. A médica infectologista Marion Burger explicou que este é o protocolo padrão para identificar portadores e prevenir novos casos. “O rastreio é uma medida de precaução para identificar portadores e evitar novos casos”, disse.

Transmissão e orientações

O estreptococo do grupo A pode estar presente em pessoas saudáveis e, na maioria dos casos, provoca infecções comuns, como amigdalite. A transmissão ocorre por gotículas de saliva ou contato com feridas de pele. A SMS orienta que colegas de turma e familiares fiquem atentos a sinais como febre e dor de garganta, e que em caso de sintomas, busquem avaliação médica imediatamente. O diretor do Centro de Epidemiologia, Alcides Oliveira, destaca que, embora sejam raros os casos graves, é importante que os responsáveis estejam atentos.

Prevenção e cuidados recomendados

Não existe vacina contra o estreptococo do grupo A. Para reduzir o risco de transmissão, a SMS recomenda medidas como:

  • Higienizar as mãos com frequência;
  • Evitar compartilhar copos, talheres e alimentos;
  • Manter ferimentos limpos e cobertos;
  • Garantir a ventilação adequada dos ambientes.

Casos suspeitos ou confirmados devem permanecer em isolamento até completar 24 horas de tratamento com antibióticos, conforme orientação médica.

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