Megaoperação da PF Mira Hackers do Pix: R$640 Milhões Bloqueados e Prisões Internacionais em Curso

Megaoperação da PF Mira Hackers do Pix: R$640 Milhões Bloqueados e Prisões Internacionais em Curso

Megaoperação da PF Mira Hackers do Pix: R$640 Milhões Bloqueados e Prisões Internacionais em Curso 1024 683 Carlos Fenille

Uma vasta operação da Polícia Federal, batizada de Magna Fraus, resultou no bloqueio de até R$640 milhões em bens e valores pertencentes a indivíduos investigados por fraudes bancárias no sistema Pix. A ação, que representa a segunda fase da operação, visa desmantelar uma organização criminosa especializada em desviar recursos de contas bancárias e instituições de pagamento.

O esquema criminoso teria causado um prejuízo estimado em R$813 milhões, subtraídos de contas vinculadas ao sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. A investigação, conduzida pela Polícia Federal em colaboração com o Cyber GAECO do Ministério Público de São Paulo, apura os crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro e furto mediante fraude eletrônica.

A operação cumpre 42 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de prisão, sendo 19 preventivas e 7 temporárias, em diversas cidades do país. As ações ocorrem em Goiânia (GO), Brasília (DF), Itajaí e Balneário Camboriú (SC), São Paulo e Praia Grande (SP), Belo Horizonte, Betim e Uberlândia (MG), João Pessoa (PB) e Camaçari (BA).

“Parte dos investigados encontra-se no exterior, e as prisões internacionais estão sendo executadas simultaneamente”, informou a Polícia Federal. A ação conta com o apoio da Interpol, da Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha e de órgãos policiais da Argentina e de Portugal, demonstrando a complexidade e o alcance internacional do esquema.

O caso teve origem em julho, quando a C&M Software reportou ao Banco Central um ataque cibernético às suas infraestruturas digitais. A brecha permitiu o acesso indevido a contas de reserva de pelo menos seis instituições financeiras conectadas à empresa. Essas contas, essenciais para as operações bancárias, servem como uma espécie de “conta corrente” para processar movimentações financeiras e garantir o cumprimento de obrigações financeiras das instituições.

Fonte: http://www.metropoles.com

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