Ataque em creche na Alemanha: Afegão considerado inimputável e será internado em hospital psiquiátrico

Ataque em creche na Alemanha: Afegão considerado inimputável e será internado em hospital psiquiátrico

Ataque em creche na Alemanha: Afegão considerado inimputável e será internado em hospital psiquiátrico 1024 614 Carlos Fenille

Um migrante afegão responsável por um ataque violento contra crianças em um jardim de infância em Aschaffenburg, Alemanha, foi considerado inimputável devido a problemas psiquiátricos. A decisão judicial, proferida nesta quinta-feira, determina que Enamullah O., de 28 anos, seja internado em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado.

O ataque, ocorrido em janeiro, chocou a comunidade local e nacional. Enamullah O. matou um menino de dois anos e um homem de 41 que tentou impedir a agressão. Além disso, feriu uma menina síria de dois anos, uma professora e outro homem de 72 anos que também tentaram proteger as crianças.

Durante o julgamento, o réu confessou os atos através de seu advogado. No entanto, o juiz Karsten Krebs, do Tribunal Regional de Aschaffenburg, concluiu que Enamullah O. não pode ser responsabilizado criminalmente devido a uma grave doença mental. “Não há motivo ou explicação psicológica normal” para o ataque, afirmou Krebs, indicando que o agressor agiu durante uma “fase psicótica aguda de esquizofrenia”.

A internação em hospital psiquiátrico poderá durar por toda a vida do réu, com avaliações periódicas para determinar se ele continua representando uma ameaça à sociedade. Segundo o advogado de Enamullah O., o ataque foi “ato de um homem louco”, declaração feita no início do processo.

O caso gerou grande debate na Alemanha sobre políticas de imigração, especialmente por ocorrer pouco antes das eleições gerais. Partidos de extrema-direita, como o AfD, aproveitaram o incidente para fortalecer seu discurso anti-imigratório. No entanto, o juiz Krebs enfatizou que a discussão política não influenciou a decisão do tribunal, ressaltando o impacto devastador do ataque para todos os envolvidos.

Fonte: http://www.metropoles.com

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