O governo de Javier Milei enfrenta um momento de instabilidade após a recente vitória do partido “A Liberdade Avança” nas eleições legislativas argentinas. Dois importantes ministros anunciaram suas renúncias na noite de sexta-feira: Guillermo Francos, chefe de gabinete, e Lisandro Catalán, ministro do Interior. As saídas expõem tensões internas na administração e levantam questões sobre o futuro da governabilidade.
Guillermo Francos comunicou sua decisão através de uma carta pública no X, citando “rumores persistentes sobre mudanças no Gabinete Nacional” como a principal motivação. Ele expressou o desejo de permitir que Milei inicie uma nova fase de governo sem obstáculos. “Me dirijo a Usted con el objeto de presentarle mi renuncia al cargo de Jefe de Gabinete de Ministros, para que pueda afrontar sin condicionamientos la etapa de gobierno…”, escreveu Francos.
Lisandro Catalán, aliado próximo de Francos, também se desligou do cargo que ocupava há apenas um mês e meio, demonstrando seu apoio contínuo ao governo e aos ideais do partido. A saída simultânea de figuras-chave intensifica o clima de incerteza política em torno da gestão Milei.
A crise interna é agravada pela disputa de poder entre Karina Milei, irmã do presidente, e o assessor presidencial Santiago Caputo. Enquanto Caputo exerce forte influência no governo, Karina tem conseguido emplacar aliados em posições estratégicas. Manuel Adorni, atual porta-voz da Presidência e aliado próximo de Karina, substituirá Francos na chefia do Gabinete a partir da próxima segunda-feira.
Além das recentes mudanças, a renúncia do chanceler Gerardo Werthein, substituído pelo economista Pablo Quirno, contribui para a percepção de instabilidade. Paralelamente, os ministros da Justiça, Segurança e Defesa se preparam para assumir mandatos legislativos conquistados nas últimas eleições, promovendo uma grande reformulação ministerial no governo Milei.
Fonte: http://www.metropoles.com