Netanyahu Adverte Hezbollah: Israel Pronta para Agir Diante de Ameaças no Líbano

Netanyahu Adverte Hezbollah: Israel Pronta para Agir Diante de Ameaças no Líbano

Netanyahu Adverte Hezbollah: Israel Pronta para Agir Diante de Ameaças no Líbano 1024 683 Carlos Fenille

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elevou o tom contra o Hezbollah neste domingo, declarando que o país não tolerará o rearmamento do grupo libanês nem permitirá que o Líbano se torne um novo foco de hostilidades contra Israel. A declaração foi feita durante a reunião semanal do conselho de ministros em Tel Aviv, refletindo a crescente preocupação israelense com a situação na fronteira norte.

Netanyahu enfatizou que Israel espera que o governo libanês cumpra suas promessas de desarmar o Hezbollah, grupo que, segundo ele, está sofrendo baixas, mas buscando se reestruturar militarmente. “Exercemos nosso direito à autodefesa e agiremos conforme necessário”, afirmou o premiê, sinalizando que Israel poderá tomar medidas unilaterais se considerar que a ameaça do Hezbollah está aumentando.

O ministro da Defesa, Israel Katz, já havia instado as autoridades libanesas a acelerarem o desarmamento do Hezbollah e a retirada de suas forças do sul do Líbano. Katz acusou o presidente libanês, Josef Aoun, de atrasar o cumprimento do acordo mediado pelos Estados Unidos em novembro de 2024, que encerrou um período de intensos confrontos.

O acordo de cessar-fogo, negociado com a mediação dos EUA, exige que apenas as forças de segurança libanesas mantenham armamento ativo, o que implica o desmantelamento completo do Hezbollah. Desde então, o governo libanês tem enfrentado pressões de Washington, Riad e de facções internas para implementar o plano de desarmamento, algo que se mostra um desafio complexo.

Apesar das tensões, o Hezbollah tem mantido uma trégua relativa desde novembro, abstendo-se de ataques diretos contra Israel, embora afirme que o desarmamento se limita ao sul do país. O grupo também sinalizou que reagirá caso o Estado libanês amplie as operações contra suas bases e arsenais, criando um cenário volátil que Israel observa de perto.

Fonte: http://www.metropoles.com

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