Irã Desafia EUA e Promete Reconstruir Instalações Nucleares Atingidas em Ataque

Irã Desafia EUA e Promete Reconstruir Instalações Nucleares Atingidas em Ataque

Irã Desafia EUA e Promete Reconstruir Instalações Nucleares Atingidas em Ataque 1024 641 Carlos Fenille

O governo iraniano elevou a tensão com o Ocidente ao anunciar planos para reconstruir instalações nucleares danificadas em um suposto ataque conjunto de forças dos EUA e Israel em junho. A declaração, feita pelo presidente Masoud Pezeshkian no domingo (2/11), representa um desafio direto às advertências de Washington, que ameaça novas ações militares.

A promessa de Teerã surge em meio a um impasse de décadas sobre seu programa nuclear. A persistência do Irã em manter atividades de enriquecimento de urânio, mesmo após sanções e negociações fracassadas, tem gerado crescente preocupação internacional.

Durante visita à agência nuclear do país, Pezeshkian reforçou a determinação do Irã. “Destruir prédios e fábricas não vai criar um problema para nós. Vamos reconstruir e com mais força”, declarou o presidente, sinalizando que o país não se intimidará com as ameaças.

Apesar das críticas e suspeitas, o governo iraniano insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos. Pezeshkian reafirmou essa posição, enfatizando que as atividades são destinadas a “resolver os problemas do povo, combater doenças, auxiliar na saúde das pessoas”.

O programa nuclear iraniano tem sido foco de atenção desde a descoberta de instalações secretas de enriquecimento em 2003. As tensões se intensificaram com relatos de enriquecimento de urânio a níveis próximos aos necessários para armas nucleares e a subsequente expulsão de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Em resposta, Israel, que vê o programa nuclear iraniano como uma ameaça à sua existência, teria realizado ataques a instalações nucleares em junho. O então presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a afirmar que o programa iraniano havia sido destruído, alegação negada por Teerã.

Enquanto a crise se agrava, Omã, tradicional mediador entre Irã e EUA, tem se esforçado para facilitar novas negociações. O país sediou diversas rodadas de discussões neste ano, buscando uma solução diplomática para o impasse nuclear.

A pressão sobre o Irã aumentou com a restauração de sanções da ONU em setembro, após a ativação do mecanismo de “retomada automática” por Reino Unido, Alemanha e França. Esses países alegam que o Irã não cumpriu integralmente o acordo nuclear de 2015, do qual Washington se retirou em 2018.

Fonte: http://www.metropoles.com

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