Falha de Segurança Alarmante no Louvre: Senha ‘Louvre’ e Sistemas Desatualizados Facilitaram Roubo Milionário

Falha de Segurança Alarmante no Louvre: Senha ‘Louvre’ e Sistemas Desatualizados Facilitaram Roubo Milionário

Falha de Segurança Alarmante no Louvre: Senha ‘Louvre’ e Sistemas Desatualizados Facilitaram Roubo Milionário 1024 683 Carlos Fenille

Um roubo audacioso de joias avaliadas em US$ 102 milhões (R$ 548 milhões) no Museu do Louvre, ocorrido em 19 de outubro, expôs falhas graves e estruturais na segurança da instituição. Auditorias revelaram que o sistema de vigilância por vídeo era acessado com senhas incrivelmente simples, incluindo a própria palavra “Louvre”, evidenciando uma negligência que durava anos.

Os relatórios, obtidos pelo grupo CheckNews e divulgados pelo jornal Libération, detalham um cenário preocupante: softwares desatualizados, falta de manutenção e senhas vulneráveis em sistemas críticos. Essa combinação abriu brechas para especialistas em cibersegurança acessarem a rede interna do museu, a partir de computadores administrativos comuns, e até mesmo alterarem permissões de crachás de acesso.

Segundo os especialistas, essa fragilidade permitia, inclusive, acesso remoto à rede do museu. “Essas vulnerabilidades poderiam ter sido exploradas até mesmo remotamente, sem acesso físico às dependências do museu”, afirmaram. Após a divulgação dos relatórios, o governo francês, inicialmente negando as vulnerabilidades, admitiu a existência de “falhas de segurança”, conforme declarou a ministra da Cultura, Rachida Dati.

As auditorias indicam que os problemas de segurança no Louvre persistem há pelo menos uma década. O Ministério da Cultura identificou oito programas essenciais para a proteção do acervo e o controle de acesso que não recebiam atualizações há anos. Entre eles, o Sathi, sistema desenvolvido pela empresa Thales em 2003, utilizado para monitorar câmeras e controlar entradas, operava com softwares obsoletos.

A Thales informou que não possuía contrato ativo com o museu e que o Louvre nunca buscou renovar o suporte técnico para o Sathi. Um relatório de 2019 já alertava que o software não recebia mais manutenção, e em 2021, ele ainda operava em servidores com o Windows Server 2003, sistema que a Microsoft deixou de atualizar em 2015. A promotoria de Paris classificou o roubo como um ato de amadores, enquanto a investigação busca determinar se houve facilitação interna ou falhas operacionais que contribuíram para o crime.

Fonte: http://www.metropoles.com

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