Instruções do Vaticano contra o uso do título 'corredentora'

O papa Leão XIV instrui católicos a não se referirem a Maria como 'corredentora', enfatizando a mediação única de Cristo.
Na terça-feira, 4 de setembro de 2023, o Vaticano instruiu os católicos a não utilizarem o título de “corredentora” para Maria, em uma nova diretriz aprovada pelo papa Leão XIV. O documento ressalta que, embora Maria tenha cooperado na obra redentora de Cristo, ela não deve ser vista como mediadora. Segundo o decreto, o uso do termo pode “obscurecer a única mediação salvífica de Cristo”.
A posição do Vaticano sobre Maria
O texto ainda menciona que não existe salvação fora de Cristo, afirmando: “Não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar”. Essa instrução visa evitar confusões sobre o papel de Maria e reafirmar a centralidade de Jesus na salvação. O papa Francisco já havia se manifestado contra o título de “corredentora”, destacando que Maria nunca quis tirar algo do seu Filho. Ele afirmou que “o Redentor é um só” e que “não existem corredentores com Cristo”.
Títulos marianos e suas implicações
O documento também analisou outros títulos atribuídos a Maria, como “mediadora”, que só podem ser usados de forma subordinada à ação de Cristo. Títulos como “Mãe dos fiéis”, “Mãe da Igreja” e “Mãe da graça” foram aprovados, mas com a ressalva de que devem sempre conduzir ao Filho. Esta orientação busca manter a honra a Maria sem ofuscar a importância de Jesus como único Redentor.