Um novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, lança um alerta preocupante: 2025 pode ser o segundo ou terceiro ano mais quente já registrado na história, ficando atrás apenas de 2024. A escalada do aquecimento global, impulsionada por níveis recordes de gases de efeito estufa, exige ação imediata e ambiciosa para evitar consequências catastróficas.
A análise da OMM indica que a última década testemunhou um aquecimento “excepcionalmente alto”. Os últimos 11 anos, de 2015 a 2025, devem figurar como os mais quentes nos 176 anos de registros. Essa tendência alarmante ressalta a urgência de medidas drásticas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
De janeiro a agosto deste ano, a temperatura média global ficou apenas ligeiramente abaixo do pico de 2024, mesmo com o enfraquecimento do El Niño. Esse fenômeno natural, que elevou as temperaturas globais em 2023 e 2024, demonstra o impacto significativo das atividades humanas no clima do planeta.
O relatório da ONU também destaca um marco preocupante: as concentrações de gases de efeito estufa atingiram níveis sem precedentes em 2024 e continuaram a subir em 2025. O aumento drástico nas concentrações de CO₂, metano e óxido nitroso, impulsionado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, é um sinal claro de que o mundo está longe de cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris.
“Essa sequência sem precedentes de altas temperaturas, combinada com o aumento recorde dos níveis de gases de efeito estufa no ano passado, deixa claro que será praticamente impossível limitar o aquecimento global a 1,5 °C nos próximos anos sem ultrapassar temporariamente essa meta”, adverte Celeste Saulo, Secretária-Geral da OMM. Apesar do desafio, Saulo enfatiza que ainda é possível e essencial reduzir as temperaturas para 1,5 °C até o final do século.
Apesar do cenário desafiador, o relatório aponta para avanços promissores. “Há boas notícias: a energia renovável está se expandindo. Os planos de ação climática estão sendo cada vez mais orientados por serviços climáticos baseados em evidências científicas. Alertas antecipados estão alcançando mais pessoas, em mais lugares, e salvando mais vidas”, conclui Saulo, sinalizando que a transição para uma economia de baixo carbono é possível e está em andamento.
Fonte: http://www.metropoles.com