China Impulsiona Poder Naval com Porta-Aviões Fujian, Primeiro de Projeto Nacional

China Impulsiona Poder Naval com Porta-Aviões Fujian, Primeiro de Projeto Nacional

China Impulsiona Poder Naval com Porta-Aviões Fujian, Primeiro de Projeto Nacional 1024 683 Carlos Fenille

A China comissionou nesta sexta-feira (7/11) o porta-aviões Fujian, marcando um avanço significativo em sua capacidade naval. Considerado o mais poderoso já construído pelo país, o Fujian é o primeiro porta-aviões chinês projetado e construído inteiramente em território nacional. A cerimônia de comissionamento, realizada em Sanya, contou com a presença do presidente Xi Jinping, sublinhando a importância estratégica do evento.

O Fujian se destaca por ser o terceiro porta-aviões da China, mas o primeiro a utilizar catapultas eletromagnéticas para o lançamento de aeronaves. Essa tecnologia de ponta, até então empregada apenas pela Marinha dos Estados Unidos em seu mais moderno porta-aviões, o USS Gerald Ford, confere ao Fujian uma capacidade operacional superior. Com 316 metros de comprimento e um deslocamento superior a 80 mil toneladas, o navio se enquadra na categoria de super porta-aviões, projetado para operar até 50 aeronaves.

Após 40 meses de testes rigorosos, incluindo 18 meses em mar aberto, o Fujian foi declarado operacional. Durante os testes, foram realizados ensaios com os caças J-15T e J-35, além do avião-radar KJ-600, demonstrando a crescente sofisticação da capacidade aérea embarcada chinesa. O J-35, em particular, é um caça furtivo de quinta geração, frequentemente comparado ao F-35 americano, evidenciando o rápido avanço tecnológico da China.

“O lançamento do Fujian simboliza o esforço de Pequim para aproximar-se do poder naval dos EUA”, observa um analista de defesa. Apesar do avanço chinês, os Estados Unidos ainda mantêm uma vantagem significativa, operando 11 grupos de porta-aviões, muitos dos quais são movidos a energia nuclear, garantindo maior autonomia. O Fujian, por sua vez, utiliza propulsão a óleo diesel, com um alcance de cerca de 18 mil quilômetros sem reabastecimento, suficiente para patrulhar o estratégico Pacífico Ocidental.

A escolha do nome “Fujian” também carrega um significado político, já que a província de Fujian é a mais próxima de Taiwan, território reivindicado por Pequim. A implantação do porta-aviões reforça o simbolismo militar em um momento de crescentes tensões no Estreito de Taiwan. O Fujian desempenhará um papel crucial na política de segurança marítima da China, protegendo rotas comerciais vitais e o fornecimento de petróleo do Oriente Médio. O próximo passo ambicioso no programa naval chinês é a construção de um porta-aviões com propulsão nuclear, atualmente em desenvolvimento sob sigilo.

Fonte: http://www.metropoles.com

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